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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de maio de 2017. Atualizado às 23h26.

Jornal do Comércio

Internacional

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coreia do norte

Notícia da edição impressa de 16/05/2017. Alterada em 15/05 às 20h42min

Pyongyang diz que míssil pode levar ogiva nuclear

Foguete percorreu 700 quilômetros antes de cair no Mar do Japão

Foguete percorreu 700 quilômetros antes de cair no Mar do Japão


KCNA VIA KNS/KCNA VIA KNS/AFP/JC
O embaixador da Coreia do Norte para a China, Ji Jae Ryong, afirmou a repórteres que o teste de míssil realizado por Pyongyang no fim de semana é parte dos esforços do país para desenvolver meios de se defender contra agressões hostis do exterior. O embaixador disse que mais testes podem ser realizados no futuro, caso o líder supremo julgue que são necessários.
O lançamento feito no domingo pela Coreia do Norte foi de um míssil balístico de média distância, que pode levar uma ogiva nuclear, segundo o próprio regime. Ji repetiu a afirmação de autoridades norte-coreanas de que Pyongyang conseguiu com sucesso desarticular um plano dos Estados Unidos para matar o líder norte-coreano, Kim Jong Un, com veneno bioquímico no mês passado.
A agência de notícias estatal norte-coreana disse que o míssil disparado pode levar uma pesada ogiva nuclear. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, condenou o teste e disse que a medida viola resoluções do Conselho de Segurança, além de ameaçar a paz e a segurança na região. 
Porta-voz da ONU, Stephane Dujarric informou que Guterres pediu à Coreia do Norte que cumpra suas obrigações internacionais e volte a caminhar para o abandono das armas nucleares. O embaixador da França na ONU, François Felattre, afirmou que os membros do Conselho de Segurança trabalham para impor novas sanções à Coreia do Norte. O Conselho de Segurança deve ter hoje reunião a portas fechadas sobre o teste.
O míssil lançado domingo percorreu 700 quilômetros antes de cair no Mar do Japão, segundo o Exército sul-coreano. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua vez, condenou o teste balístico, afirmando que "não há nada de bom" sobre essa notícia. Segundo o governo russo, o foguete aterrissou a centenas de quilômetros da cidade de Vladivostok, leste do país. Putin chamou de "contraproducente e perigoso" o lançamento do míssil norte-coreano, mas defendeu que a comunidade internacional tente dialogar com a Coreia do Norte, em vez de ameaçá-la.
"Somos categoricamente contra a ampliação do clube de potências nucleares, inclusive em benefício da Coreia do Norte. Nós somos contra e consideramos (o disparo) contraproducente, prejudicial e perigoso", afirmou Putin em uma entrevista coletiva em Pequim, completando que "temos que retornar ao diálogo, parar de intimidar a Coreia do Norte e encontrar uma solução pacífica para resolver este problema".
 
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