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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de maio de 2017. Atualizado às 17h31.

Jornal do Comércio

Internacional

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venezuela

Alterada em 10/05 às 17h37min

Protesto na Venezuela reúne milhares de pessoas contra reforma da Constituição

Sob o lema "Nosso escudo é a Constituição", milhares de pessoas contrárias ao governo de Nicolás Maduro marcharam hoje até a sede do Tribunal Supremo de Justiça, no centro de Caracas. O protesto é uma resposta à tentativa do governo venezuelano de reformar a Constituição por meio de uma Assembleia Constituinte.
Os manifestantes saíram de sete pontos de Caracas e seguiram pacificamente, mas encontraram forças de segurança pelo caminho. "São milhares de pessoas que estão nas ruas defendendo a Constituição", disse o dirigente da oposição e ex-candidato à presidência Henrique Capriles. "A Venezuela que quer soluções se mobiliza sem medo. Quem tem medo é o opressor, porque sabe que a razão e a verdade pertencem a quem resiste e que, no final, estas irão prevalecer."
Diversas áreas da capital venezuelana foram tomadas hoje por centenas de guardas nacionais e policiais. Estações de metrô foram fechadas por segurança. Desde o fim de março, quando se iniciaram os protestos, forças de segurança bloquearam todas as mobilizações opositoras próximas à sede do governo.
As manifestações voltaram a ocorrer após Maduro ter convocado, no dia 1º de maio, uma Constituinte para reformar a Carta fundamental do país, posta em vigor por Hugo Chávez em 1999.
Para a oposição, convocar uma Constituinte representa uma manobra de Maduro para postergar eleições de governadores e prefeitos deste ano e também as presidenciais em 2018. Com isso, Maduro evitaria uma derrota nas urnas diante do crescente descontentamento com seu governo em meio à forte crise interna.
Já o presidente venezuelano alega que a nova Constituição buscará ampliar o sistema judicial, promover novas formas de democracia participativa e garantir a defesa da soberania e integridade da nação.
A convocação da Assembleia Constituinte foi contestada por vários países da região e organizações humanitárias, além do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.
As manifestações no país já deixaram pelo menos 38 mortos, 700 feridos e centenas de pessoas detidas. 
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