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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de maio de 2017. Atualizado às 00h22.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 11/05/2017. Alterada em 10/05 às 20h32min

Antes da demissão, Comey pediu verba para investigação sobre a Rússia

Na Casa Branca, Donald Trump (e) reuniu-se com o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov

Na Casa Branca, Donald Trump (e) reuniu-se com o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov


RUSSIAN FOREIGN MINISTRY/RUSSIAN FOREIGN MINISTRY/AFP/JC
O governo dos Estados Unidos afirmou que o motivo da demissão de James Comey do cargo de chefe do FBI foi a "perda de confiança" nos últimos meses, declarou a vice-secretária de Imprensa da Casa Branca, Susan Sanders, em coletiva de imprensa na tarde de ontem.
Susan afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, já pensava em demitir Comey "há meses", desde o dia em que foi eleito para o cargo. O desligamento de Comey ocorreu no momento em que o chefe do FBI investigava as relações da campanha eleitoral de Trump com a Rússia e uma possível interferência do país no resultado das votações. "Comey cometeu diversos erros, atrocidades; e Trump foi perdendo a confiança nele. O presidente decidiu ontem (terça-feira) pela demissão, mas já queria há muito tempo fazer isso", disse.
Segundo fontes que não quiseram revelar seus nomes, Comey pediu para o Departamento de Justiça, na semana passada, mais recursos para a investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais em 2016. O pedido foi feito uma semana antes de Trump demiti-lo e levantou discussões na mídia e no meio político sobre os reais motivos por trás do desligamento.
A Casa Branca afirmou na terça-feira que Comey - demitido na mesma data - foi desligado de suas funções devido à maneira com que lidou com a polêmica investigação sobre o uso de e-mails privados por Hillary Clinton quando era secretária de Estado. Alguns políticos demonstraram preocupação com o fato de a demissão poder prejudicar a investigação do FBI sobre as possíveis ligações da Rússia com a campanha presidencial de Trump. Segundo fontes, o ex-chefe do Bureau de investigações afirmou para alguns membros do Congresso, na segunda-feira, que havia pedido mais financiamento para o vice-procurador-geral Rod Rosenstein para a investigação.
Ontem, Trump teve uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. Depois do encontro, o chanceler concedeu entrevista coletiva e afirmou que ele e o presidente norte-americano não discutiram sobre a "absurda" interferência de Moscou nas eleições presidenciais.
 
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