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Porto Alegre, terça-feira, 02 de maio de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 03/05/2017. Alterada em 02/05 às 19h39min

Para governo, as eleições passam pela Constituinte

Jaua (d) defende ações controversas de Maduro

Jaua (d) defende ações controversas de Maduro


JUAN BARRETO/AFP/JC
A Assembleia Constituinte convocada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, espera criar "condições" para os processos eleitorais que estão a caminho no país, incluindo as eleições presidenciais de 2018, informou ontem Elías Jaua, presidente da comissão para a ativação da Constituinte.
Na segunda-feira, a oposição se manifestou contra a Constituinte, dizendo que a intenção de Maduro é adiar as eleições regionais previstas para este ano e as presidenciais do final do ano que vem. Ontem, manifestantes bloquearam vias importantes em protesto.
"Um dos temas que a Constituinte busca é alcançar condições de estabilidade para fazer os processos eleitorais que estão a caminho... e os que vêm em 2018, as (eleições) presidenciais", disse Jaua, que também é ministro da Educação, em uma entrevista ao canal estatal VTV. "Não há condições de normalidade, e é isso que a Constituinte busca: um mínimo de condições para fazer eleições que não terminem em uma luta fratricida entre os venezuelanos", ressaltou.
O governo diz estar sendo vítima de uma tentativa de golpe de Estado desde que a oposição iniciou, um mês atrás, uma onda de protestos pedindo eleições antecipadas, a libertação de presos políticos e a separação de Poderes, entre outras exigências.
Seus adversários afirmam que Maduro se converteu em um "ditador" que cala a dissidência e que só quer se eternizar no poder impedindo eleições. Jaua afirmou ainda que, "em princípio", todos os cronogramas sob os cuidados das autoridades eleitorais "devem ser mantidos". "Claro que antes de 31 de dezembro de 2018 têm que haver eleições presidenciais", acrescentou.
A Constituição permite ao presidente da República, a dois terços dos membros do Parlamento e a 15% de eleitores inscritos no registro eleitoral convocar uma Assembleia Constituinte. Uma vez eleitos seus integrantes pelo voto popular, devem redigir uma nova Carta Magna, que resultará em eleições gerais para substituir os cargos eletivos.
 
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