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Porto Alegre, terça-feira, 02 de maio de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

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Rio de Janeiro

Notícia da edição impressa de 03/05/2017. Alterada em 02/05 às 20h56min

Veículos são incendiados durante guerra de facções da droga; 45 pessoas foram presas

Pelo menos oito ônibus e dois caminhões foram incendiados na Zona Norte do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense ontem, em uma ação supostamente em represália a uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que acontece na favela Cidade Alta, em Cordovil, no Rio.
A operação policial tinha como objetivo interromper os confrontos entre grupos de traficantes, que acontecem desde a noite de segunda-feira, e resultou em pelo menos 45 detidos, segundo a Polícia Militar (PM). Ao todo, 32 fuzis, granadas e pistolas foram apreendidas. Há registro de seis feridos, três deles policiais, que estão fora de perigo.
Ao menos três coletivos foram incendiados na avenida Washington Luiz, na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e outros quatro na Avenida Brasil, uma das principais vias da Região Metropolitana do Rio. Em decorrência dos ataques, a avenida, que passa por 26 bairros da capital fluminense, ficou fechada durante boa parte do dia. O bloqueio resultou em mais de 66 quilômetros de engarrafamento.
A onda de violência fez com que o Centro de Operações da prefeitura do Rio colocasse a cidade em estágio de atenção. O alerta é o segundo nível em uma escala de três e significa que um ou mais incidentes impactam, no mínimo, uma região, provocando reflexos relevantes na mobilidade. Segundo dados das secretarias estadual e municipal de Educação, mais de 3 mil crianças acabaram ficando sem aula.
De acordo com o major Ivan Blaz, coordenador de Comunicação da PM, a corporação recebeu informes na madrugada de ontem, dando conta de que facções rivais estavam em confronto pelo controle da Cidade Alta. "Fizemos um cerco e, uma vez cercados, os criminosos invasores acionaram moradores de comunidades que sofrem influência desta facção para promover distúrbios e caos urbano na cidade com a finalidade de dispersar o policiamento no cerco e promover oportunidade de fuga", disse Blaz.
O número de ônibus incendiados por criminosos no Rio de Janeiro nos pouco mais de quatro meses de 2017 já supera o registrado ao longo de todo o ano passado. Após a ação de ontem, já chega a 50 o total de coletivos, contra 43 no ano anterior. Os dados são da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). O custo para reposição da frota incendiada chega a R$ 22 milhões, um valor ampliado pela inexistência de um seguro para caso de incêndios criminosos. A entrada em circulação de novos veículos pode levar até um ano.
 
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