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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de junho de 2017. Atualizado às 00h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 01/06/2017. Alterada em 01/06 às 00h39min

Abimaq reduz projeção de crescimento do setor

Faturamento médio do setor recuou 20,6% em abril deste ano

Faturamento médio do setor recuou 20,6% em abril deste ano


/CLAITON DORNELLES/JC
A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que representa a indústria de máquinas e equipamentos do País, reduziu sua projeção de crescimento para 2017, que era de 5%, para uma estimativa de estabilidade com viés de baixa.
Segundo Mario Bernardini, diretor de competitividade da entidade, a piora do cenário é resultado do faturamento baixo registrado no ano até abril, que, em sua opinião, deriva do patamar de juros ainda alto, apesar da queda da inflação e do dólar 10% mais baixo em relação a 2016. "O problema está ligado a uma dose excessiva de política monetária e de proteção do real. A inflação cedeu em muito, mas tudo é motivo para não acelerar corte da Selic", argumentou Bernardini.
Conforme o balanço da entidade, a média do faturamento deste ano (R$ 5 bilhões) é cerca de metade da receita média obtida no período pré-crise (2010-2013), que era de R$ 10 bilhões. Em abril, o faturamento do setor somou
R$ 4,892 bilhões, recuando 20,6% ante março e 10,5% em relação ao mesmo mês de 2016.
Bernardini comentou a declaração desta quarta do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que disse que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, para o qual se estima crescimento, vai marcar o fim da recessão. "A expectativa de avanço de cerca de 1% do PIB é um falso positivo. É um número fora da curva. Estamos longe do fim da crise. O faturamento da Abimaq neste ano está abaixo da receita do ano passado em plena crise. Retomada do crescimento é um desejo, mas não uma realidade", disse.
O viés de baixa na projeção de estabilidade para o setor no ano tem relação com as instabilidades políticas, já que a redução na projeção ainda não captou os efeitos da nova crise que o País enfrenta, segundo José Velloso, presidente executivo da Abimaq.
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