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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Economia

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CONSUMO

Notícia da edição impressa de 30/05/2017. Alterada em 29/05 às 20h13min

Supermercados têm recorde de produtos em falta em abril

Medidas do varejo e da indústria para driblar a crise ocasionaram falta de itens nas lojas

Medidas do varejo e da indústria para driblar a crise ocasionaram falta de itens nas lojas


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Os primeiros meses do ano não foram animadores para o varejo supermercadista. Além da queda nas vendas em fevereiro e março, registrada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a ruptura, indicador que mede a falta de produtos nas gôndolas, teve aumento recorde em 2017 e chegou a 13,93% em abril. O índice é o maior registrado desde que o indicador de ruptura começou a ser divulgado pela NeoGrid/Nielsen, em 2015.
O aumento do indicador está relacionado a ações tomadas pelas empresas do setor para driblar o período de instabilidade econômica do País. Entre elas, a redução da oferta de itens pelos supermercados. "Como alguns produtos e marcas têm a mesma função para o consumidor, os supermercadistas decidiram realizar uma redução do mix e suspenderam as compras de certos itens", explica Robson Munhoz, diretor de relacionamento com o varejo da NeoGrid.
Outra medida destacada pelo diretor para a variação da ruptura é a diminuição de estoques no varejo. Segundo ele, os varejistas não aceitaram os ajustes de preços colocados pelos fornecedores e compraram menos - inclusive itens de alto giro. "Isso faz parte do jogo, é um processo normal de negociações entre varejo e indústria. E como havia a necessidade de capital em mãos, seguraram as compras", diz.
Munhoz aponta que também houve mudança na estratégia da indústria e do próprio consumidor. "As empresas de manufatura reduziram a produção de alguns produtos, o que afetou o prazo de entrega ao varejo e resultou na falta de determinados itens. Já o consumidor, diante da crise e do desemprego, procurou mais produtos em oferta, dificultando as previsões para manter os produtos na gôndola, e trocou os produtos normalmente consumidos por itens mais baratos, que não tinham demanda prevista pelo varejo e acabaram faltando."
Apesar do intuito positivo para reagir ao momento econômico, Munhoz faz um alerta. "Se existe demanda e o produto não está na gôndola, varejo e indústria perdem vendas. O ideal é que haja colaboração entre as empresas para evitar faltas e excessos de estoque."
 
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