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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de maio de 2017. Atualizado às 09h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

29/05/2017 - 09h40min. Alterada em 29/05 às 09h42min

Mercado altera projeções e estima inflação maior e leve queda do PIB em 2017

À espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na próxima quarta-feira (31), os economistas do mercado financeiro elevaram levemente suas projeções para o IPCA neste e no próximo ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (29) mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,92% para 3,95%. Há um mês, estava em 4,03%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,34% para 4,40%, ante 4,30% de quatro semanas atrás.
Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é a de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3% e 6%).
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 - considerado uma espécie de prévia da inflação oficial - encerrou maio com taxa de 0,24%. Este e outros dados serão considerados no encontro do Copom, que ocorre na terça (30) e quarta-feira. O colegiado definirá o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 11,25% ao ano.
No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,89% para 3,70%. Para 2018, a estimativa permaneceu em 4,30%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,03% e 4,25%, respectivamente. Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,65% para 4,62% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,64%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 caiu de 0,50% para 0,46%. Um mês antes, estava em 0,52%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus foi de 0,21% para 0,23%, ante o mesmo 0,23% de quatro semanas atrás.
O Relatório de Mercado Focus mostrou mudança na projeção para os preços administrados neste ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 foi de alta de 5,50% para avanço de 5,51%. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,50% para os preços administrados em 2017 e elevação de 4,71% em 2018.
Em suas projeções, atualizadas na ata do último encontro do Copom, o Banco Central espera alta de 6,3% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,4% em 2018. O relatório do BC também revelou que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de 1,66% para 1,62% da última semana para esta. Há um mês, estava em 2,70%. Para 2018, a projeção seguiu em 4,50%, mesmo valor de quatro semanas atrás.
Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas. Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, foi de 2,20% para 2,14% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, estava em 2,71%. No caso de 2018, o índice seguiu em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 seguiu em 4,00% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 3,94%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50%, mesmo valor de um mês antes.

Alta do PIB de 2017 prevista cai de 0,50% para 0,49%

Os economistas do mercado financeiro alteraram, para pior, suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,50% para 0,49%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,46%.
Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,48%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%.
Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em abril, os diretores do Banco Central afirmaram que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da atividade econômica ao longo de 2017. Nas últimas semanas, no entanto, as notícias sobre a delação da JBS, que atingem o governo Michel Temer, elevaram o risco. Na visão de alguns analistas, a crise política pode prejudicar a recuperação da atividade.
No relatório Focus desta segunda, as projeções para a produção industrial ficaram estáveis. O avanço projetado para 2017 seguiu em 1,30%. Há um mês, estava em 1,47%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50% no Focus. Há um mês, estava em 51,40%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,20%, ante 55,00% de um mês atrás.
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