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Porto Alegre, domingo, 28 de maio de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Economia

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Inovação

Notícia da edição impressa de 29/05/2017. Alterada em 28/05 às 21h26min

Produtos biológicos ajudam a controlar pragas

Novo centro de P&D da companhia teve investimento de ¤ 2 bilhões

Novo centro de P&D da companhia teve investimento de ¤ 2 bilhões


BASF/BASF/DIVULGAÇÃO/JC
Entre as maiores empresas químicas do mundo, a alemã Basf tem atuado, também, em outra frente: a partir da sede de proteção de cultivos da empresa, em Limburgerhof, na Alemanha, são desenvolvidos produtos biológicos para utilização em diversas regiões. A fábrica, que a Basf alega ser a maior do mundo no segmento, possui uma biblioteca de variedades com mais de 3 mil microrganismos com diferentes propriedades que dão origem, depois, aos métodos de controle de pragas para várias culturas.
Nesse catálogo estão nematoides, insetos, bactérias, fungos, vírus e extratos de plantas. "O processo que leva à produção de um agente biológico começa na natureza. Os pesquisadores identificam e isolam microrganismos de amostras de solo ou plantas, coletando-os em uma biblioteca de variedades de microrganismos", conta o líder do grupo de pesquisa da área na Basf, Burghard Liebmann. Com eles, é possível combater pragas como gafanhotos, lesmas e bactérias, que causam doenças nas plantas e, assim, comprometem a produção. Segundo a empresa, os produtos ainda possuem o benefício de não deixar resíduos químicos nas lavouras.
No caso da citricultura, por exemplo, a empresa desenvolveu um método, batizado de Nemasys, com nematoides da espécie Steinernema Riobravae, testado com sucesso nos Estados Unidos. Os organismos atacam larvas de besouro que se infiltram nas raízes das árvores e ameaçam o desenvolvimento de laranjeiras. Outro produto criado é o Nemaslug, um tipo de pó com nematoides da espécie Phasmarhabditis hermafrodita, que conseguem acabar com as infestações por lesmas. Os microrganismos entram no corpo da lesma pelos seus canais respiratórios e, uma vez instalados, inibem o apetite dos animais.
Na unidade alemã, o processo de desenvolvimento de um produto biológico como esses começa com uma consulta à biblioteca de variedades. No catálogo, os pesquisadores procuram os organismos com capacidade para combater a praga que desejam erradicar. Depois de identificados, eles são cultivados em quantidade suficiente em fermentadores, e têm controlados sua quantidade de nutrientes, temperatura e oxigênio para que consigam se reproduzir.
Posteriormente, são formulados e transformados em um produto, que garanta a sua sobrevivência aliada à capacidade de armazenagem e facilidade no uso pelos produtores agrícolas. Isso é feito colocando os microrganismos em um estado de repouso que não os deixe secar ou morrer. Para ser utilizado, o produto final, em pó ou líquido, precisa ser dissolvido ou diluído em água para que seja pulverizado nas lavouras ou no solo.
Segundo a Basf, a área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da empresa investiu, no ano passado, € 2 bilhões, aumento de 6% em relação aos anos anteriores. Parte desses recursos financiaram um novo centro de P&D em Limburgerhof, que deve ajudar a respaldar os estudos desenvolvidos também na América Latina, hoje responsável pela maior parcela de projetos na área de produtos biológicos da empresa química.
 
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