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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de maio de 2017. Atualizado às 12h19.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 24/05 às 12h19min

Despesas de pessoal da Caixa crescem 17,2% e totalizam R$ 5,9 bilhões no 1º tri

As despesas de pessoal da Caixa Econômica Federal somaram cerca de R$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 17,2% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2016. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, foi identificado aumento de 8,1%.
De acordo com o banco, as despesas de pessoal foram impactadas pelo Plano de Demissão Voluntária Extraordinária (PDVE), com efeito não recorrente no valor de R$ 560 milhões. Desconsiderando-o, conforme explica a Caixa, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, as despesas de pessoal aumentariam 6,1% no primeiro trimestre ante um ano. As despesas de pessoal, no trimestre, corresponderam a 65,3% do total dos gastos administrativos do banco no período.
A Caixa informa ainda que suas outras despesas administrativas diminuíram 1,8% de janeiro a março em comparação ao primeiro trimestre de 2016, totalizando R$ 2,828 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, a queda chegou a 15,8%. A redução nos gastos, conforme explica o banco, reflete ações focadas na melhoria da eficiência operacional do banco.
O índice de eficiência operacional da Caixa foi a 50,8% ao final de março, com melhora de 2,7 pontos porcentuais em 12 meses e 0,4 p.p. na comparação com dezembro. Já os indicadores de cobertura de despesas de pessoal e administrativas registraram 108,6 e 69,2 respectivamente, evoluções de 2,1 p.p e 2,2 p.p. em 12 meses.
No final de março, a Caixa contava com 86,2 milhões de correntistas e poupadores, alta de 3,2% em 12 meses, dos quais 83,8 milhões de pessoas físicas e 2,4 milhões de pessoas jurídicas. Já a sua rede de atendimento somava 59,4 mil pontos. São 4,2 mil agências e postos de atendimento, 24,0 mil correspondentes e lotéricos, e 31,1 mil máquinas distribuídas nos postos e salas de autoatendimento.
A margem financeira líquida da Caixa Econômica Federal alcançou R$ 7,105 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 25% em 12 meses. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, foi visto incremento de 8,7%.
Já a margem financeira bruta alcançou R$ 12,6 bilhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 9,3% em 12 meses e 6,9% em relação ao último trimestre de 2016. Conforme a Caixa, o crescimento decorreu do avanço de 4,0% nas receitas de operações de crédito e da diminuição de 3,2% das despesas de intermediação financeira.
A Caixa registrou R$ 23,4 bilhões em receitas de operações de crédito no primeiro trimestre, impulsionadas, principalmente, pelo aumento de 2,5% nas receitas com operações de crédito à pessoa física, alta de 16,0% na carteira de infraestrutura e à redução de 6,5% nos ganhos com empréstimos para pessoa jurídica.
O resultado do banco público com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos foi de R$ 9,6 bilhões no primeiro trimestre de 2017, queda de 5,5% em 12 meses e de 3,5% na comparação com o quarto trimestre de 2016. O declínio, conforme a instituição, reflete uma taxa Selic mais baixa e menor receita com o hedge das captações no exterior.
As despesas de captação no mercado aberto e as obrigações por empréstimos e repasses da Caixa registraram R$ 23,6 bilhões de janeiro a março, redução de 8,1% em relação ao trimestre anterior, e estável em 12 meses.
A carteira de crédito à habitação da Caixa Econômica Federal totalizou R$ 412,9 bilhões ao final de março, elevação de 1,7% em relação a dezembro. Em um ano, a alta chegou em 6,0%. Com isso, permaneceu líder deste mercado, com participação de 67,5%.
Os créditos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS representam R$ 211,3 bilhões. Já as operações de crédito com recursos da Caixa (SBPE) respondem por R$ 200,8 bilhões.
O saldo da carteira de saneamento e infraestrutura alcançou R$ 78,9 bilhões em março, alta de 8,0% em 12 meses. A Caixa informa, em nota à imprensa, que esse segmento continua a ser prioritário por "contribuir para o avanço no desenvolvimento econômico do País, gerando emprego e renda".
As despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, da Caixa Econômica Federal somaram R$ 5,173 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 35,8% em um ano, de R$ 3,809 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando esses gastos somaram R$ 4,937 bilhões, a alta foi de 4,8%.
O crescimento das despesas com provisões em um ano ocorreu, conforme explica a Caixa, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, principalmente por conta da reversão de provisão ocorrida um ano atrás decorrente de vendas de carteiras de crédito. "Desconsiderando essa redução no primeiro trimestre de 2016, haveria recuo de 5,9% no primeiro trimestre deste ano, refletindo a redução em 12 meses de 15,7% no saldo inadimplente acima de 90 dias", explica o banco.
Já o aumento trimestral refletiu, segundo a instituição, a piora da inadimplência do segmento de crédito imobiliário, do qual o banco é líder.
O saldo de PDDs da Caixa foi a R$ 35,097 bilhões de janeiro a março, redução de 1,9% em relação ao quarto trimestre de 2016, de R$ 35,775 bilhões. Em um ano, quando estavam em R$ 34,074 bilhões, houve elevação de 1,1%.
O índice de inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, foi a 2,83% ao final de março, conforme antecipou a Coluna do Broadcast, na última segunda-feira, 22. O indicador representa queda de 0,7 ponto porcentual em um ano e 0,5 p.p. menor na comparação com o quarto trimestre de 2016. Além disso, segundo a Caixa, seguiu abaixo da média de mercado, de 3,84%.
A inadimplência da carteira comercial pessoa física da Caixa totalizou, ao final do primeiro trimestre, 5,75%, uma redução em 12 meses de 0,93 p.p. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, houve melhora de 0,41 p.p.
Já o indicador da carteira comercial pessoa jurídica foi a 4,71%, recuo de 1,81 p.p. em um ano e de 1,02 p.p. no comparativo trimestral.
Ao término de março, a carteira de habitação apresentou inadimplência de 1,99%, com declínio de 0,35 p.p em 12 meses. Em relação a dezembro, porém, voltou a subir, com alta de 0,36 p.p. Já as operações de infraestrutura apresentaram inadimplência de 0,28% no primeiro trimestre, redução de 0,09 p.p. em um ano e de 0,24 p.p. no trimestre.
O índice de Basileia da Caixa Econômica Federal foi a 13,59% no primeiro trimestre, redução de 0,1 ponto porcentual em um ano, quando estava em 13,69%. Na comparação com os três meses anteriores, houve melhora de 0,05 ponto porcentual.
Do total, os índices de Capital Principal e Nível I responderam por 8,9% ao final de março, redução de 0,53 p.p. em relação a dezembro e de 0,63 p.p. em 12 meses.
Em março de 2017, o Patrimônio de Referência da Caixa somava R$ 79,0 bilhões, 4,7% maior em um ano e 1,6% superior com o visto nos três meses anteriores. Já os Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) totalizaram R$ 581,2 bilhões, altas de 5,5% e 1,2%, respectivamente.
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