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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de maio de 2017. Atualizado às 23h06.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 23/05/2017. Alterada em 22/05 às 21h10min

Intenção de consumo das famílias gaúchas aumenta 9,8% em maio

A Intenção de Consumo das Famílias no Rio Grande do Sul (ICF-RS) apresentou, em maio, elevação de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador fechou aos 73 pontos, segundo levantamento da Fecomércio-RS.
Considerando os componentes que formam o ICF, ocorreu melhora em vários itens pesquisados no confronto com 2016. A exceção foram os índices de avaliação da renda atual, acesso a crédito e perspectivas profissionais. A segurança em relação à situação do emprego apresentou elevação de 27,2%, alcançando 109,0 pontos. O resultado é reflexo dos números do Caged, que tem revelado a criação líquida de postos de trabalho mais intensa. Esse movimento acaba por influenciar positivamente na confiança dos trabalhadores. A avaliação quanto à situação de renda caiu 8,3% sobre maio de 2016, registrando 67,6 pontos. Apesar do processo de desinflação ainda se verifica aumento dos preços, e o resultado acaba sendo uma percepção de renda reduzida por parte das famílias.
Em relação ao consumo atual, houve melhora no mês de maio deste ano, com acréscimo de 15,6% (54,7 pontos) na comparação com o mesmo período de 2016. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito teve recuo de 3,1%, alcançando 60,9 pontos. Apesar da taxa básica de juros ter recuado nos últimos meses, a inflação também tem caído, fato que mantém a taxa de juros em patamar elevado. Também os bancos estão mais receosos em oferecer crédito.
O indicador que mede o momento para o consumo de bens duráveis apresentou crescimento de 16,0% em maio, ficando em 41,8 pontos. Apesar da alta, a pesquisa destaca que o cenário atual de renda e crédito afeta de forma especial o consumo de bens duráveis, itens geralmente de maior valor. "A intenção de consumo das famílias deverá repercutir negativamente as graves notícias recentemente divulgadas. Se a incerteza política já se mostrava por natureza um freio ao crescimento econômico, ela se potencializou significativamente na última semana e isso é um banho de água fria na retomada da economia", afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.
 
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