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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de maio de 2017. Atualizado às 09h27.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 22/05 às 09h28min

Estimativa de inflação cai para 3,92% este ano no Relatório Focus

Já após o impacto político trazido pela delação premiada de executivos da JBS, os economistas do mercado financeiro reduziram levemente suas projeções para o IPCA neste e no próximo ano. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,93% para 3,92%. Há um mês, estava em 4,04%. Por outro lado, a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,36% para 4,34%, ante 4,32% de quatro semanas atrás.
As projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).
No dia 10 de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA encerrou abril com taxa de 0,14%. No ano, a taxa acumulada é de 1,10% e, em 12 meses, de 4,08%.
Na semana passada, as notícias sobre a delação de executivos da JBS, que atingem o presidente Michel Temer, surgiram como um fator novo a ser considerado nas projeções econômicas. Na sexta-feira (19) o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reconheceu que as incertezas aumentaram com a crise política. Ao mesmo tempo, disse que as expectativas de inflação estão ancoradas.
No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 seguiu em 3,89%. Para 2018, a estimativa permaneceu em 4,30%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,03% e 4,25%, respectivamente.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,70% para 4,65% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,60%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 seguiu em 0,50%. Um mês antes, estava em 0,52%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus foi de 0,23% para 0,21% ante 0,23% de quatro semanas atrás.
O Relatório Focus mostrou também mudança na projeção para os preços administrados neste ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 foi de alta de 5,45% para avanço de 5,50%. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,50% para os preços administrados em 2017 e elevação de 4,70% em 2018.
Em suas projeções, atualizadas na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC espera alta de 6,3% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,4% em 2018.
O relatório do BC revelou, ainda, que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de 1,89% para 1,66% da última semana para esta. Há um mês, estava em 2,96%. Para 2018, a projeção seguiu em 4,50%, mesmo valor de quatro semanas atrás.
Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, seguiu em 2,20% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, estava em 3,54%. No caso de 2018, o índice seguiu em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 foi de 4,04% para 4,00% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 3,84%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50%, mesmo valor de um mês antes.

Alta do PIB de 2017 permanece em 0,50%

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (22) a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu em alta de 0,50%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,43%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta, de 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava no mesmo patamar.
Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em abril, os diretores do Banco Central afirmaram que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da atividade econômica ao longo de 2017. Na semana passada, no entanto, as notícias sobre a delação da JBS, que atingem o governo Michel Temer, elevaram o risco. Na visão de alguns analistas, a crise política pode prejudicar a recuperação da atividade.
No relatório Focus divulgado nesta segunda, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário de recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 passou de 1,25% para 1,30%. Há um mês, estava em 1,36%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50% no Focus. Há um mês, estava em 51,45%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 55,00% para 55,20%, ante 55,00% de um mês atrás.
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