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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 09/05 às 22h26min

Sine de Porto Alegre tem cadastro para 130 vagas

Rogério Rodrigues (e) fica tanto tempo na fila que já coleciona amizades

Rogério Rodrigues (e) fica tanto tempo na fila que já coleciona amizades


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Adriana Lampert
Além da demanda por vagas de emprego via Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Alegre ser bem maior que a oferta, ainda dá para dizer que o seguro-desemprego é um dos serviços mais procurado por usuários da agência da Capital. O gerente, Diego Rojas, pondera que cada vez mais pessoas têm buscado por ocupação no órgão intermediador de mão de obra, mas este público não é totalmente contemplado porque nem sempre se enquadra no perfil exigido para os postos disponíveis. A solução, segundo o gestor, seria aumentar o número de vagas ofertadas, com a adesão de novas empresas (atualmente são 80) ao sistema, que é gratuito tanto para quem busca como para quem oferece colocação no mercado.
Diariamente, uma média de 400 pessoas procuram a agência municipal do Sine - órgão do governo federal coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por intermédio da Secretaria de Políticas de Emprego e Salário. Deste volume, mais da metade busca por trabalho, mas vem crescendo a procura pelo seguro-desemprego. "A cada mês a gente percebe que mais as pessoas estão perdendo os empregos e que a dificuldade de ingressar novamente no mercado está aumentando", avalia Rojas.
"Sou especializado em várias funções, de cargo administrativo de obra e até a área metalúrgica e o setor automotivo", comenta o encarregado de perecíveis Paulo da Silva, 26 anos. Ele ficou desempregado na segunda-feira, e na manhã de ontem já estava na fila do Sine Porto Alegre. "Não dá para pegar seguro-desemprego e ficar seis meses parado, depois fica inviável conseguir uma novo recrutamento", comenta.
Segundo a coordenadora da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) - realizada mensalmente pelo Dieese-RS -, Virgínia Donoso, em março deste ano o número de desempregados chegou a 197 mil pessoas. "Em 12 meses, devido também ao fechamento de vagas, cerca de 22 mil pessoas perderam seus postos de trabalho", observa.
"Estou desempregado já cinco meses", afirma o técnico em computador Rogério Rafael Rodrigues, 30 anos. Ele tem ido à agência do Sine Porto Alegre com frequência, em busca de alguma oportunidade. "Passo horas na fila", comenta. É tanto tempo esperando, que dá para fazer amizade com outros candidatos. Nesta terça-feira, Rodrigues chegou cedo, e enquanto esperava para ser atendido (número da ficha era 468), conversava animadamente com outros usuários do sistema: Fernando Rodrigues Fogaça (20), Everton Oliveira da Silva (19) e Wesley Stolarsky (18), todos desempregados há mais de seis meses.
Atualmente, a agência do Sine na Capital está com 130 vagas disponíveis, sendo que 77 foram abertas esta semana pela indústria automotiva. Neste caso, todos os cargos (operador de máquina, auxiliar de produção, retificador, supervisor de manutenção predial, operador de tratamento térmico e montador) exigem experiência comprovada em carteira. Mas além desta oferta específica da indústria, o Sine também está anunciando vagas para o comércio e os serviços. Além de encaminhar o candidato para a empresa que está recrutando, a agência também providencia documentos para a carteira de trabalho.
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