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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 09/05 às 20h47min

Inadimplência registra queda de 9,1% em abril

Quatro em 10 pessoas não sabem o valor gasto no cartão de crédito

Quatro em 10 pessoas não sabem o valor gasto no cartão de crédito


/TIAGO QUEIROZ/AE/JC
A inadimplência do consumidor caiu 9,1% em abril em relação a março, na série com ajuste sazonal, divulgou a Boa Vista SCPC. O recuo também foi observado no confronto com abril de 2016, de 11,5%. Em 12 meses, a baixa é de 4,6% e, no ano, de 1,7%. Na análise na margem, a maior retração na inadimplência do consumidor foi observada na região Sudeste, de 12%, seguida de perto por Centro-Oeste (11,9%). Na região Norte, a queda foi de 9%, e, no Nordeste, de 7,9%. A região Sul foi a única que teve aumento de inadimplência dos consumidores no período, de 4%.
A Boa Vista SCPC reafirma, em nota, que a queda na inadimplência é reflexo da maior cautela das famílias em virtude das adversidades econômicas dos últimos dois anos. Segundo a instituição, o atual ritmo de queda da inadimplência deve se manter com o cenário projetado de retomada sustentável da demanda de crédito em um ambiente de pequeno crescimento da economia e renda, juros menores e inflação controlada.
O indicador de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. Em São Paulo, passou-se a usar como referência o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC, em virtude da Lei Estadual nº 15.659/2015.
Entre quem tentou fazer compra parcelada, 20% tiveram o pedido negado. Valor médio da fatura do cartão de crédito foi de R$ 1.140,00 em março; 62% planejam cortar gastos. Quatro em cada 10 (42%) consumidores que usaram o cartão de crédito em março não sabem ao certo o quanto gastaram nas compras do mês. Os dados são do Indicador de Uso do Crédito calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Apesar de não se lembrarem do valor exato, de acordo com o levantamento, 20% dos usuários disseram que viram o tamanho da fatura do cartão de crédito diminuir no último mês, contra 41% de entrevistados que observaram crescimento no valor da cobrança. Para 33%, ela se manteve estável. Considerando os entrevistados que se lembram do valor da fatura do último mês, a média da cobrança foi de R$ 1.140,00. Os itens de primeira necessidade, como alimentos (62%) e remédios (49%), foram os mais adquiridos por meio do cartão de crédito. Produtos como roupas (32%), combustível (28%) e gastos com bares e restaurantes (26%) ocupam as demais posições do ranking.
Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, antes do consumidor utilizar qualquer tipo de crédito, é importante que ele avalie a necessidade da compra e se é possível esperar um tempo para economizar e comprar o item à vista. "Caso a compra seja inadiável, o consumidor deve buscar informação sobre as taxas de juros e verificar se as parcelas estão de acordo com a realidade do seu orçamento."

Baixa renda compromete salário com produtos financeiros

Levantamento da Serasa Experian mostrou que 27% da população de baixa renda (até R$ 2 mil mensais) gasta mais da metade do que ganha com produtos financeiros como cartão de crédito, empréstimo consignado e pessoal, financiamento de automóvel, crédito imobiliário, cheque especial e consórcio. Já entre os que ganham mais de R$ 10 mil, esse percentual cai para 13%. O estudo levou em conta informações de 5 milhões de consumidores que aderiram ao cadastro positivo.
Entre as modalidades de produtos financeiros, o cartão de crédito é o mais usado pela população de baixa renda (40%), seguido pelo cheque especial (12%) e pelos financiamentos de carro e empréstimos consignados (ambos com 11%). "Cerca de 40% dos brasileiros de baixa renda tem acesso ao cartão de crédito", salientou Julio Guedes, diretor de Decision Analytics da Serasa Experian.
Ele disse que o recorte que mostra o perfil da alta renda aponta um uso mais acentuado em todas as categorias. O cartão também lidera o ranking de utilização (51%). Na sequência está o cheque especial (18%), o financiamento de carro (17%), o empréstimo pessoal (14%) e o consignado (13%). A pesquisa identificou que 82% dos CPFs tiveram pelo menos um cartão de crédito nos últimos 12 meses, sendo que 60,4% dos brasileiros têm ou tiveram no plástico pelo menos um pagamento em atraso em 12 meses.
Quando o assunto é empréstimo consignado, 22,2% dos consumidores que têm ou tiveram o produto atrasaram pelo menos uma parcela nos últimos 12 meses. O estudo também mostra que, entre os brasileiros negativados, a maioria está em débito com o banco/cartão de crédito (39%), seguido por financeiras e leasing (13%), empresas de serviços (12%) e outros.

Endividamento tem alta, e índice vai a 75,2% em abril no Estado

O resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio-RS, mostra que o indicador que mede o nível de endividamento das famílias gaúchas registrou alta (75,2%) na comparação com abril de 2016 (70,4%). O levantamento revela que a elevação está diretamente ligada ao endividamento por necessidade para manter o nível de consumo corrente, tendo em vista as restrições de renda na conjuntura atual.
"Os dados da pesquisa ainda mostram um cenário difícil. Com as fortes quedas do emprego e da renda, as famílias têm dificuldades para manter suas contas em dia. Nesse cenário, contudo, não podemos deixar de comemorar o fato de que tanto o endividamento quanto a inadimplência permanecem em patamares moderados. Além disso, a redução dos juros, nos próximos meses, contribuirá para aliviar a pressão sobre essa situação", afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, ao comentar a Peic divulgada ontem.
O levantamento indica que a parcela da renda comprometida com dívidas em abril, na média em 12 meses, foi de 32,7%. Já o tempo de comprometimento da dívida no período de 12 meses cresceu, saindo de 7,7 meses para 7,9 meses. O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 85,2% dos entrevistados, seguido por carnês (26,3%), financiamento de veículos (17,4%) e crédito pessoal (15,5%).
A conjuntura formada por redução de emprego e renda vem estabelecendo uma pressão para o aumento da inadimplência entre as famílias gaúchas. Em abril, o percentual de famílias com contas em atraso cresceu para 36,0%, ante 30,5% verificados em abril de 2016. Pelo lado positivo, deve-se ressaltar que o indicador permanece em patamar moderado, inferior, inclusive, a outros momentos da economia menos complicados. Outro dado que pode amenizar o bolso do consumidor é a gradual redução da taxa de juros ao longo dos próximos meses.
O percentual de gaúchos que não terão condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias teve alta em abril (13,9%) na comparação com abril de 2016 (9,1%). Apesar de alguma redução em relação a março de 2017, o indicador permanece em patamar elevado, próximo dos maiores valores atingidos em seu histórico.
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