Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

indústria

Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 09/05 às 20h43min

Índice de desempenho industrial gaúcho recua, mas perspectiva é de recuperação

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), aponta que a atividade do setor no Estado caiu 0,9% em março em relação a fevereiro, com ajuste sazonal. O resultado devolve parte do crescimento de 1,9% do mês anterior, na mesma base de comparação. Dos seis indicadores do IDI-RS, quatro mostraram variação negativa: horas trabalhadas na produção (-1,9%), compras industriais (-2,1%), utilização da capacidade instalada (-0,2%) e emprego (-0,5%). "A indústria gaúcha, depois de três anos de queda, passa por um período de estabilidade, ainda que marcado pela volatilidade", diz o presidente da Fiergs, Heitor José Müller. Já o faturamento real (1,9%) e a massa salarial (0,1%) ficaram no campo positivo.
Os resultados mantêm a perspectiva da volta gradual do setor ao campo positivo nos próximos meses. O prognóstico é apoiado em alguns fatores, além das quedas menores se comparadas com anos anteriores: menor incerteza no campo macroeconômico, com a redução da taxa básica de juros e da inflação e a tentativa de reequilíbrio das contas públicas, a volta da confiança e o aumento das exportações industriais. "Nenhuma recuperação mais consistente, porém, ocorrerá sem uma reação da demanda doméstica, que depende de um ambiente mais propício aos investimentos, incluindo a aprovação das reformas, como a da Previdência e a trabalhista, e o ajuste fiscal", explica Müller.
Em relação a março de 2016, o IDI caiu 1,7%, a taxa menos negativa no ano e a 37ª queda consecutiva. Isso representa quase o dobro do segundo maior ciclo recessivo registrado, 19 meses, de março de 2005 a setembro de 2006.
No primeiro trimestre de 2017, o acumulado do IDI-RS registrou uma retração de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Diferentemente da comparação de março em relação a fevereiro, todos os indicadores caíram nessa base de comparação. O faturamento real (-3,1%), as compras industriais (-3,6%) e as horas trabalhadas na produção (-3,6%) exerceram as maiores influências na queda da atividade do setor. A Utilização de Capacidade Instalada (UCI), com grau médio de 78%, baixou 0,2%. O mercado de trabalho acompanhou o ciclo negativo: o emprego e a massa salarial real recuaram 2,3% e 3,1%, respectivamente.
A redução da atividade na indústria gaúcha entre janeiro e março de 2017 na comparação com o primeiro trimestre de 2016 se deu em 10 dos 17 setores pesquisados. Os maiores impactos vieram de montagem de veículos (-8,6%), alimentos (-5,2%) e tabaco (-13,5%). Setores importantes da matriz produtiva gaúcha voltaram a crescer, como couros e calçados (2,2%), máquinas e equipamentos (2,1%) e produtos de metal (3,2%).
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia