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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 09/05 às 20h49min

Ministério fará missões ao exterior para defender a qualidade da carne brasileira

Após 50 dias da deflagração da Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades na produção e fiscalização de frigoríficos, o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, disse que representantes da pasta farão missões ao exterior para retomada do mercado internacional. "Com a Operação Carne Fraca, tivemos que gerenciar essa crise, e agora estamos pisando no acelerador, vencemos a primeira onda, mas ainda há muito o que ser feito. Estamos trabalhando para a retomada dos mercados." Ele participou ontem da abertura da Expomeat, feira internacional de proteína animal, que acontece até amanhã, em São Paulo.
O secretário executivo disse que a contenção da crise foi possível graças ao sistema de inspeção federal. "No primeiro momento, nós conseguimos conter a debandada geral que houve, e agora queremos consolidar (os mercados). E isso só é possível, porque o nosso sistema de inspeção federal é robusto e funciona, estamos presentes em mais de 150 países; e estes mercados, antes de comprarem os produtos brasileiros, fazem uma auditoria independente do sistema, por conta disso nós conseguimos conter e agora precisamos consolidar", disse.
O trabalho agora segue com missões internacionais feitas pelo Mapa. Na próxima sexta-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, viaja para Arábia Saudita e Kuwait. Novacki informou que também participará das missões na Comunidade Europeia e Coreia do Sul. Há ainda visitas programadas para Egito, Irã e Argélia.
Segundo o secretário executivo, poucos países ainda resistem em voltar a comprar a carne brasileira. "Com os grandes compradores, não tivemos problemas; mas existem alguns mercados que compravam produtos brasileiros e que seguraram (as importações), e agora discutem questões bilaterais, porque também têm interesse em colocar produtos aqui", ponderou.
Novacki acredita que o maior prejuízo foi da imagem da carne brasileira. "Precisamos desmistificar e mostrar não só internamente, mas para o mundo, que, além de produzir em grande quantidade e produtos de qualidade, nós produzimos também com responsabilidade social e com sustentabilidade. Estes são os pilares que vamos nos apoiar nessas missões internacionais."
Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, a retomada total do mercado externo será rápida. "Alguns poucos mercados continuam fora, mas acho que dentro de 30 dias a gente deve ter 100% dos países de volta." Turra acredita que as vendas internas já voltaram ao normal. "Pela transparência das informações do Mapa e da ABPA, a população brasileira foi entendendo que havia um grupo pequeno de empresas envolvidas, de equívocos e de irregularidades, o mercado absorveu rápido e até houve uma reação positiva da confiança do brasileiro na nossa carne", ressaltou.
 
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