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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 10h59.

Jornal do Comércio

Economia

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crédito

09/05/2017 - 10h56min. Alterada em 09/05 às 10h59min

Endividamento no Rio Grande do Sul sobe e índice vai a 75,2% em abril

O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 85,2% dos entrevistados

O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 85,2% dos entrevistados


LUCIANA RADICIONE/ESPECIAL/JC
O indicador que mede o nível de endividamento das famílias gaúchas registrou alta de 75,2% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. O levantamento, resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Fecomércio-RS, revela que a elevação está ligada ao endividamento por necessidade para manter o nível de consumo, com base nas restrições de renda na conjuntura atual.
"Com as fortes quedas do emprego e da renda, as famílias têm dificuldades para manter suas contas em dia. Nesse cenário, contudo, não podemos deixar de comemorar o fato de que tanto o endividamento quanto a inadimplência permanecem em patamares moderados", afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, em nota.
A pesquisa mostra que a parcela da renda comprometida com dívidas em abril, na média em 12 meses, foi de 32,7%. Já o tempo de comprometimento da dívida no período de 12 meses cresceu, saindo de 7,7 meses para 7,9 meses. O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 85,2% dos entrevistados, seguido por carnês (26,3%), financiamento de veículos (17,4%) e crédito pessoal (15,5%).
A conjuntura formada por redução de emprego e renda vem estabelecendo uma pressão para o aumento da inadimplência entre as famílias gaúchas. Em abril, o percentual de famílias com contas em atraso cresceu para 36,0%, ante 30,5% verificados em abril de 2016.
O percentual de gaúchos que não terão condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias teve alta importante em abril (13,9%) na comparação com abril de 2016 (9,1%). Apesar de alguma redução em relação a março de 2017, o indicador permanece em patamar elevado, próximo dos maiores valores atingidos em seu histórico.
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