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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de maio de 2017. Atualizado às 22h35.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 09/05/2017. Alterada em 08/05 às 21h17min

Porto Alegre tem maior alta de cesta básica em abril

Tomate e batata despontam como os vilões do encarecimento da cesta

Tomate e batata despontam como os vilões do encarecimento da cesta


FREDY VIEIRA/JC
Guilherme Daroit
Cesta básica mais cara do País desde setembro do ano passado, Porto Alegre registrou, em abril, a maior alta nos preços nas capitais brasileiras. No mês passado, o conjunto de alimentos ficou 6,17% mais caro na Capital, chegando a R$ 464,19. As principais altas encontradas pelo Dieese, responsável pela pesquisa, foram as do tomate ( 64,69%) e da batata ( 26,64%), que puxaram a elevação da cesta. Nos últimos 12 meses, a variação do conjunto chega aos 8,73%.
Vilão frequente nas altas da cesta básica, o tomate novamente liderou o encarecimento em praticamente todo o País. A oferta do produto foi afetada pelo fim da colheita da safra de verão e, também, pelo clima mais ameno, que complicou a maturação da safra de inverno. "O tomate é o item mais sensível ao clima e, como tem um ciclo curto, se torna muito volátil", analisa a economista do Dieese Daniela Baréa Sandi. O fruto é, também, um dos itens de maior peso na cesta básica da Capital, de forma que as grandes oscilações impactam efetivamente no valor final do conjunto.
Por sua vez, a batata, que subiu em todas as 27 capitais, foi afetada principalmente pelas chuvas, que reduziram a produção. Mesmo com a alta em abril, porém, no acumulado dos 12 meses, o tubérculo apresenta queda de 42,09%, a maior redução entre os 13 itens que compõem a cesta. Além da batata, apenas o óleo de soja (-2,93%) e a farinha (-5,17%) também estão mais baratos do que no ano passado.
Responsáveis pelas altas há pouco tempo, itens como feijão (-8,26%) e o arroz (-2,99%) apresentaram queda nos seus preços. "Os preços do feijão e do arroz vêm recuando pela boa oferta, mas ainda seguem em alta nos 12 meses", comenta Daniela. No acumulado, os itens apresentam alta de 16,81% e 11,88%, respectivamente.
Já a banana ( 2,62%), o café ( 2,90%) e a manteiga ( 1,45%) continuaram subindo, mas em ritmo menor do que o visto recentemente. Quando a análise é feita sobre os últimos 12 meses, os itens estão, respectivamente, 23,12%, 21,45% e 26,99% mais caros do que em maio de 2016. "No ano passado, tivemos meses refletindo o aumento dos insumos nos custos de produção, o que não aconteceu em 2017. Neste ano, dependemos do resultado das safras", afirma Daniela, que vê espaço para mais reduções nos valores de feijão e óleo de soja.
Depois de Porto Alegre, as cestas mais caras em abril foram as de Florianópolis (R$ 453,54), Rio de Janeiro (R$ 448,51) e São Paulo (R$ 446,28). A mais barata foi a de Rio Branco (R$ 333,18).
Quem recebe um salário-mínimo precisou trabalhar, na Capital, 109 horas para adquirir o conjunto básico de alimentos. A cesta, que em março representava 50,72% do benefício, em abril chegou aos 53,85%. "A alta da alimentação impacta mais quem tem menor renda, que compromete maior parte de seu salário com a cesta básica", comenta a economista.

Após nova regra do cartão, juros do rotativo caem pela metade

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito diminuiu 49% em abril ante março, passando de 456,6% para 233,9% ao ano na terceira semana do mês, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). No mês, a taxa passou de 15,4% para 10,6%.
A queda, explica a Abecs em nota à imprensa, ocorreu após implementação da Resolução nº 4.549, do Banco Central, que, desde 3 de abril, passou a limitar a 30 dias o prazo de permanência no crédito rotativo. O levantamento referente à terceira semana de abril considerou as taxas médias de cinco das principais instituições emissoras de cartão do País.
A expectativa da Abecs é de que o juro médio do crédito rotativo em abril, primeiro mês da mudança na modalidade, fique bem próximo dos 210% ao ano.

FGV divulga aceleração do IPC-S em sete capitais

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,26% na primeira prévia de maio, resultado que é 0,14 ponto percentual maior do que a variação registrada no fechamento de abril (0,12%). A pesquisa, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), refere-se às oscilações de preços verificadas entre 30 de abril e 7 de maio em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Cinco dos oito grupos pesquisados indicaram elevação de preços, e o que mais influenciou esse avanço da inflação foi o grupo habitação. Nesta classe de despesa houve queda de 0,15%, porém o recuo foi bem menos expressivo do que o apurado no encerramento de abril (-0,69%). Entre os motivos está o movimento de recuperação de preços da tarifa de eletricidade residencial, que passou de -6,22% para -2,6%.
Situação semelhante ocorreu em vestuário (de -0,47% para -0,05%) e transportes (de -0,14% para -0,05%). No grupo saúde e cuidados pessoais, foi constatada ligeira elevação (de 1,15% para 1,20%), e o mesmo comportamento ocorreu em comunicação (de 0,84% para 1,14%). Já no grupo alimentação, os preços subiram 0,56%, contra 0,69% da última pesquisa; e em educação, leitura e recreação, houve uma retração mais significativa do que no último levantamento, com a taxa passando de -0,19% para -0,48%. Em despesas diversas, o índice ficou estável em 0,13%.
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