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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de maio de 2017. Atualizado às 17h17.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 05/05 às 17h23min

Taxas futuras fecham em baixa com melhora externa, dólar e apostas sobre Selic

Os juros futuros aceleraram a queda na meia hora final da sessão e os contratos de curto prazo terminaram nas mínimas do dia. A melhora do ambiente externo, a queda do dólar ante o real e a ausência de notícias negativas em relação às reformas contribuíram para o alívio das taxas ao longo desta sexta-feira (5). A ponta curta teve ainda influência do aumento das discussões em torno da aceleração do ritmo de corte da Selic no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) este mês para 1,25 ponto porcentual.
Ao final da sessão regular, o contrato de juros para julho de 2017 (81.210 contratos) encerrou com taxa de 10,568% (mínima), de 10,585% no ajuste anterior, e a do vencimento em janeiro de 2018 (137.420 contratos) também fechou na mínima, a 9,395%, de 9,440% no ajuste de quinta-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (190.840 contratos) caiu de 9,35% para 9,29%. O DI janeiro de 2021 (169.275 contratos) terminou em 9,95%, de 10,01%.
Os contratos com vencimento ao longo de 2018 ampliaram o recuo na última hora, com as apostas em redução da Selic em 1,25 ponto agora em maio ganhando força. O Bradesco, por exemplo, informou no período da tarde que agora espera que o Copom aplique corte de tal magnitude na próxima reunião, em 31 de maio.
A previsão anterior era de uma redução de 1,0 pp. Depois disso, o BC, segundo o banco, deve realizar um corte de 1,0 pp e outros dois de 0,5 pp. Com isso, o ano terminaria com a Selic a 8,0% ao ano, mantendo-se nesse nível até o fim de 2018. Antes, a instituição financeira acreditava que a taxa básica de juros chegaria ao fim de 2017 ao nível de 8,5% ao ano e permaneceria assim até o fim do ano que vem.
As taxas já mostravam sinal de baixa desde o início dos negócios, em linha com o dólar em queda e com a correção de preços em outros ativos, como o petróleo, cuja cotação na quinta caiu quase 5% e nesta sexta devolveu uma parte das perdas.
Outro fator de alívio veio do fato de a presidente do Federal Reserve (o banco central norte-americano), Janet Yellen, não ter comentado sobre política monetária em seu discurso em um evento na Brown University em Providence, Rhode Island.
Já o payroll (dado de emprego) norte-americano, destaque da agenda, foi visto como neutro. Apesar de ter mostrado criação de 211 mil vagas em abril, acima das 188 mil esperadas, os números dos dois meses anteriores sofreram revisões. O de março foi revisado para baixo, de 98 mil para 79 mil, enquanto o de fevereiro passou de 219 mil para 232 mil postos, gerando uma perda líquida de 6 mil empregos no período. Ainda, o salário médio por hora subiu 0,27%, abaixo do 0,30% previsto.
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