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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 21h38min

Produção gaúcha é a maior em quatro anos

Falta de capital de giro, taxas de juros elevadas e inadimplência foram componentes negativos na pesquisa

Falta de capital de giro, taxas de juros elevadas e inadimplência foram componentes negativos na pesquisa


/MARCO QUINTANA/JC
O último mês do primeiro trimestre indicou uma melhora na atividade industrial do Rio Grande do Sul. Sondagem da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) revelou o maior crescimento da produção gaúcha nos últimos quatro anos, aos 57 pontos.
Ao mesmo tempo, o emprego industrial mostra perdas menos intensas nos meses recentes. Ficou em 49,5 pontos, o que significa um quadro de funcionários muito próximo da estabilidade em relação a fevereiro (49,7). "A elevada carga tributária e a demanda interna insuficiente foram os maiores entraves enfrentados pela indústria gaúcha nos três primeiros meses do ano. Esses dois fatores impediram um desempenho melhor para o setor no período", afirma o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
Mesmo com a atividade mais intensa, a ociosidade na indústria gaúcha preocupa. No levantamento, ela segue elevada, visto que o percentual da capacidade instalada apurado em março (68%, ante 66% em fevereiro) está quatro pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês. Esse resultado foi apoiado pelo indicador que considera a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) usual para o mês - em 43,8 pontos -, revelando-se inferior ao usual, mas o mais próximo desse patamar desde março de 2014 (44,6 pontos).
Outro indicador da indústria gaúcha, o de estoque de produtos finais registra o maior acúmulo em março. Aumentou em relação ao planejado, chegando a 52,8 pontos, o que evidencia excesso diante do esperado pelas empresas.
A sondagem referente ao primeiro trimestre de 2017 aponta para um quadro marcado pela insatisfação disseminada entre as empresas com as condições financeiras (43,5 pontos) e margens de lucro (37,6 pontos), agravado pela grande dificuldade de acesso ao crédito (32,6 pontos) e pelo aumento de custos com matérias-primas (61,1 pontos).
Além da elevada carga tributária, apontada como principal problema enfrentado por 57% das empresas pesquisadas, e da baixa demanda interna (40,2%), outros itens ganharam importância como entraves ao setor nos três primeiros meses do ano. A falta de capital de giro manteve o percentual (26,4%), mas subiu da quinta para terceira posição. Com percentuais muito próximos, as taxas de juros elevadas (23,9%) e a inadimplência de clientes (23,4%) foram, respectivamente, o quarto e quinto problemas mais apontados.
Para os próximos seis meses, as perspectivas ficaram menos otimistas. Mesmo que seus indicadores permaneçam no terreno positivo, eles voltaram a cair. As expectativas de demanda (56,3 pontos) e compras de matéria-prima (54,8 pontos) permanecem positivas em abril, mas inferiores a março. Já o otimismo com as exportações aumentou: o indicador subiu de 55,9 para 56,5 pontos no período. Em relação ao número de empregados, o indicador de expectativas em 49,2 pontos, em abril, volta a projetar queda. Com o menor otimismo, a intenção de investir nos próximos seis meses voltou a cair. O indicador ficou em 46,1 pontos, valor 2,5 pontos inferior a março.
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