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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 17h33.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 04/05 às 17h35min

Gerdau vê exportação ocorrendo com margem muito baixa, em alguns casos negativa

As exportações da Gerdau, assim como de outros players da indústria da transformação, estão ocorrendo com rentabilidade muito baixa e, em alguns casos, até mesmo negativa. "Essa é uma decisão da indústria para manter as unidades operando", disse o presidente da siderúrgica gaúcha, André Gerdau Johannpeter. No entanto, caso essa situação não se reverta, o executivo não descarta que uma alternativa seria reduzir produção em determinadas fábricas.
O presidente da Gerdau defendeu nesta quinta-feira, em teleconferência, o aumento da alíquota do reintegra para 5%. Segundo ele, essa é a forma hoje para garantir maior competitividade da indústria nacional.
Das vendas totais da Gerdau a partir da operação Brasil, de 1,275 milhão de toneladas no primeiro trimestre do ano, 412 mil toneladas foram destinadas às exportações, representando queda de 21,7% na relação anual e de 37,5% na trimestral.
A utilização da capacidade da Gerdau em aços planos está hoje em 85% e 90%, disse Gerdau Johannpeter. "Deveremos continuar nessa média", destacou.
Em chapas grossas, lembrou o executivo, a produção está em fase de ramp up (início de produção). "Mas pela recepção do mercado e qualidade do produto, estamos muito otimistas de que deveremos crescer ao longo do tempo", afirmou.
Iniciante no mercado de aços planos, a venda desse produto partindo da unidade brasileira somou 285 mil toneladas, aumento de 19% na base anual, mas recuo de 22% no comparativo trimestral. Foi a primeira vez que a Gerdau abriu suas vendas de aço plano no documento que acompanha o seu demonstrativo financeiro trimestral.
A indústria siderúrgica brasileira precisa da elevação das alíquotas do Reintegra para que o setor volte a ter competitividade nas exportações, segundo o presidente da Gerdau.
O executivo disse que a discussão sobre o tema vem sendo encabeçada pelo Instituto Aço Brasil (IABr) e que é crucial para a indústria de transformação.
O objetivo de longo prazo da Gerdau é atingir uma alavancagem medida pela razão da dívida líquida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2,5 vezes no longo prazo, disse o vice-presidente executivo de Relações com Investidores da Gerdau, Harley Lorentz Scardoelli.
No primeiro trimestre, a alavancagem da Gerdau atingiu 3,5 vezes, ante 4,1 vezes no mesmo período do ano passado. A dívida líquida no fim de março foi a R$ 14,427 bilhões, queda de 21,5% ante a dívida no mesmo período do ano anterior. Em relação à dívida do fim do ano passado, houve queda de 1,7%.
O executivo disse ainda que a projeção da empresa é de que, depois do fluxo de caixa negativo no primeiro trimestre do ano, esse número volte para o azul ao longo do ano.
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