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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Economia

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Investimentos

Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 21h34min

Fapergs lança editais para programas de pesquisa

Montante é suficiente para atender a toda demanda qualificada no Estado, disse Dellagostin

Montante é suficiente para atender a toda demanda qualificada no Estado, disse Dellagostin


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Guilherme Daroit
Em evento saudado como "a retomada dos editais" pelo governador José Ivo Sartori, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapergs) lançou, nesta quinta-feira, três programas de bolsas de fomento científico para os acadêmicos gaúchos. Ao todo, os editais, que contemplam todas as áreas do conhecimento, somam R$ 18,5 milhões, que serão executados durante três anos. A projeção da entidade, que prevê novos programas para os próximos meses, é chegar, até o fim do ano, com um investimento total de R$ 92,6 milhões em bolsas entre recursos do Tesouro Estadual e repasses nacionais e internacionais.
"O montante é insuficiente para atender a toda a demanda qualificada do Estado, mas é importante por permitir a continuidade das pesquisas que estão em andamento e a criação de novas", afirmou o diretor-presidente da Fapergs, Odir Antônio Dellagostin, durante lançamento no Palácio Piratini. O diretor ressaltou que, em março, já havia sido liberado outro edital, na casa dos R$ 7,7 milhões, para 1,6 mil bolsas, mas voltado à iniciação científica (para alunos da graduação). Os três lançados agora são os primeiros do ano dedicados a projetos de ponta, quase sempre vinculados a doutores.
Entre os editais, o de maior vulto é o Pesquisador Gaúcho, destinado a todas as ciências, com orçamento de R$ 9 milhões para um período de três anos. O montante, segundo a entidade, deve atender a 15% da demanda. Já o edital Ppsus financiará pesquisas na área da saúde que tenham aplicabilidade no Sistema Único de Saúde (SUS), com um investimento de R$ 7,5 milhões por dois anos dividido entre a Fapergs (R$ 3 milhões) e o Ministério da Saúde (R$ 4,5 milhões). O último dos documentos, com previsão de R$ 2 milhões a serem investidos por dois anos, atenderá aos doutores recém-titulados, com o objetivo de auxiliar o início de suas carreiras científicas.
Dellagostin ressalva que, embora tenha constitucionalmente direito a 1,5% da Receita Corrente Líquida do Estado, os repasses à Fapergs nunca alcançaram nem um terço desse patamar - atualmente, não chegariam a 10% do estipulado na legislação estadual. "O futuro se faz com pesquisa, e a pesquisa se faz com recursos", defendeu o diretor, que reconheceu, ao mesmo tempo, que o governo faz os repasses com os quais se compromete "com regularidade".
Defendendo a importância do fomento, Dellagostin aludiu ao fato de que, do ano 2000 para cá, o Rio Grande do Sul passou de 2,5 mil doutores para os atuais 14 mil, quarto maior volume do País. Além disso, com cerca de 123 doutores para cada 100 mil habitantes, o Estado só perde para o Distrito Federal quando a avaliação é feita sobre a densidade. "Precisamos contribuir para melhorar a economia do Estado, e podemos fazer isso pela pesquisa", argumentou o diretor.
Criticado pelo projeto de extinção de fundações ligadas à pesquisa, como a Fundação de Economia e Estatística (FEE), a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Sartori saudou o aporte como sinal da disposição do poder público de investir no conhecimento. "Ouvi muito que estávamos acabando com a pesquisa no Estado, e de repente aparece uma oportunidade dessa natureza", satirizou o governador.
Sartori ainda vinculou os editais à geração de empregos e ao atendimento de necessidades futuras da sociedade, e cobrou que as instituições acadêmicas priorizem projetos com foco no desenvolvimento de suas localidades para diminuir a desigualdade regional. "As lições do Rio Grande do Sul servem para outros lugares, pois nunca deixamos de atender o essencial", argumentou o governador, ressaltando o déficit previsto em R$ 3 bilhões para 2017 e de R$ 8 bilhões para 2018 - valor que pode diminuir caso seja aprovada a lei de recuperação fiscal dos estados.
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