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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 10h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Empresas

Ambev eleva em 3,4% volume de cerveja vendido no Brasil no 1º trimestre

O volume de cerveja no País somou 20,549 milhões de hectolitros

O volume de cerveja no País somou 20,549 milhões de hectolitros


CLAITON DORNELLES/JC
A Ambev reportou crescimento de 3,4% no volume de cerveja comercializado no Brasil no primeiro trimestre de 2017 ante igual período do ano anterior. Entre janeiro e março, o volume de cerveja no País somou 20,549 milhões de hectolitros, marcando uma recuperação após a companhia ter acumulado queda de 6,6% no volume de cerveja no ano passado.

As receitas provenientes das vendas de cerveja no País cresceram em menor ritmo, aumentando 1,1% na comparação anual. No trimestre, a receita nesse negócio atingiu R$ 5,370 bilhões. O indicador de receita líquida por hectolitro (ROL/hl) teve queda de 2,2%, para R$ 261,3.

A Ambev afirmou que o faturamento com cerveja no País foi afetado pela estratégia de reforçar a comercialização em embalagens retornáveis e de preço mais acessível. Além disso, a empresa mencionou o impacto na receita líquida do aumento de impostos estaduais que se tornou efetivo em fevereiro do ano passado, fazendo com que a comparação entre os trimestres seja distorcida.

O Custo do Produto Vendido (CPV) de cerveja no Brasil aumentou 32,2% no período, para R$ 2,113 bilhões. O CPV por hectolitro cresceu 27,8%, para R$ 102,9. De acordo com a companhia, o custo foi afetado por impactos de variação cambial, inflação, além de uma difícil base de comparação no primeiro trimestre de 2016.

No segmento de refrigerantes e bebidas não-alcoólicas, a Ambev reportou crescimento de 0,1% no volume no primeiro trimestre de 2017 ante igual período de 2016. O volume total chegou a 6,945 milhões de hectolitros.

A receita líquida obtida com as vendas nesse negócio no Brasil somou R$ 923,7 milhões, ante R$ 948,2 milhões nos mesmos meses do ano passado, o que representa uma queda de 2,6%. A ROL/hl teve recuo de 2,7% na mesma base de comparação, passando de R$ 136,6 para R$ 133.

O CPV teve alta de 33,1%, para R$ 550,6 milhões, enquanto o CPV por hectolitro subiu 33%, chegando a R$ 79,3.

Somadas cervejas e bebidas não-alcoólicas, as operações brasileiras da Ambev como um todo registraram alta de 2,6% no volume de bebidas vendido no primeiro trimestre de 2016, o qual chegou a 27,494 milhões de hectolitros.

A receita líquida consolidada oriunda do Brasil cresceu 0,6% no período, somando R$ 6,294 bilhões. Já Custo do Produto Vendido (CPV) teve alta de 32,4%, totalizando R$ 2,664 bilhões no primeiro trimestre.

As despesas com vendas, gerais e administrativas consolidadas das operações no Brasil cresceram 0,9%, para R$ 2,009 bilhão. Com isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no País atingiu R$ 2,455 bilhões, retração de 23,8% na comparação anual.

O volume total de bebidas comercializado pela Ambev em todas as suas regiões de operação totalizou 41,305 milhões de hectolitros ao longo do primeiro trimestre de 2017. O montante representa uma alta de 3,4% na comparação com os 39,957 milhões de hectolitros registrados em igual período do ano passado.

A receita líquida por hectolitro (ROL/hl) consolidada do trimestre caiu 6% na mesma base de comparação, chegando a R$ 272,2 entre janeiro e março.

O desempenho do trimestre foi resultado de uma retomada do crescimento do volume de cerveja no Brasil, o que não se traduziu completamente na receita em razão de uma média menor de preços em meio a comercialização de embalagens mais baratas. Nas operações internacionais, a companhia destacou o crescimento na América Central e afirmou que, em países da América do Sul, a retração na indústria de refrigerantes foi compensada por melhora no desempenho no mercado de cerveja.

O Custo do Produto Vendido consolidado somou R$ 4,523 bilhões, um crescimento de 14,2% ante o primeiro trimestre do ano passado. Já o CPV por hectolitro (CPV/hl) teve alta de 10,5% em igual comparativo, chegando a R$ 109,5.

As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) consolidadas da companhia somaram R$ 3,480 bilhões, recuo de 3,2% ante os gastos no mesmo período de 2016.
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