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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 15h05.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Alterada em 03/05 às 15h10min

Projetos de geração da Envo poderão contar com financiamento do Santander

A CPFL Energia anunciou nesta quarta-feira (3) a criação de uma nova empresa, a Envo, voltada para o mercado de geração distribuída (GD) solar para residências e clientes comerciais e industriais de pequeno porte. Com isso, amplia o raio de atuação no segmento, em que vinha buscando desenvolver projetos de GD para grandes indústrias.
O valor do investimento não foi informado, mas o presidente da CPFL, André Dorf, destacou que por ser uma empresa de serviços, não é intensiva em capital, e os investimentos não são significativos em relação ao potencial de receita. Projeções sobre receita esperada ou número de clientes que a nova empresa espera conquistar também não foram divulgados.
O executivo salientou que, embora neste primeiro momento os esforços de venda e o foco de atuação sejam concentrados nas cidades da região de Campinas, Sorocaba, Jundiaí e arredores, em torno da sede da companhia, a intenção da CPFL é ir além desse perímetro, avançando na área de concessão de outras de suas distribuidoras, como as controladas no Rio Grande do Sul, e até ultrapassar a barreira das concessões. "Temos um plano bem ambicioso para a companhia, mas não divulgamos os números neste momento", disse Dorf em evento para a imprensa. "A ambição é ir muito além da área de concessão."
O modelo de negócio prevê que a companhia seja responsável por todas as etapas de um projeto para o cliente, desde a concepção técnica, até a revenda e instalação da solução completa, além da homologação do consumidor junto à distribuidora, intermediando, ainda, o processo de instalação do medidor digital. A empresa promete atender o cliente interessado em 48 horas e realizar a conexão em 60 dias.
Segundo a Vice Presidente de Operações de Mercado da CPFL, Karin Luchesi, um cliente com conta mensal na casa dos R$ 300 poderia instalar um projeto ao custo de R$ 30 mil, que resultaria em uma redução de sua conta de até 95%, dependendo da solução selecionada. Para atrair o consumidor e facilitar a aquisição do produto, a empresa oferecerá três opções de pagamento aos seus clientes: boleto à vista; cartão de crédito ou ainda uma linha de financiamento especial do banco Santander. A possibilidade de atuação via empréstimo dos equipamentos por ora não está sendo considerada, disse a executiva, que porém salientou que a empresa pode avaliar a alternativa se essa for uma demanda de mercado.
Dorf comentou que a criação da Envo reforça novo momento da companhia, após a transição do controle societário para a chinesa State Grid. Mas ele indicou que não está previsto qualquer apoio do controlador chinês na importação das placas solares vindas da China. "Não temos contrato de longo prazo com ninguém (nenhum fornecedor), mas pode ser uma solução, se isso se mostrar vantajoso para a companhia no futuro", disse, a respeito de eventual apoio da State Grid. De acordo com ele, a Envo estabeleceu contato com fornecedores locais e internacionais de placas, e a seleção será feita pelo critério da melhor solução tecnológica e de preço para cada cliente.
O executivo não deu prazo para novas fases do projeto, mas indicou que espera um crescimento acelerado das vendas, tendo em vista o número de consultas e iniciativas residenciais que a companhia já observa. Ele lembrou que o segmento de geração distribuída tem apresentado uma expansão em ritmo forte desde 2014, quando deslanchou. Somente entre aquele ano e o final de 2016 foram feitas cerca de 7,5 mil conexões no País, enquanto de janeiro a abril deste ano houve um aumento de 2,5 mil conexões, alcançando a marca de 10 mil instalações registradas.
Questionado sobre o potencial de mercado brasileiro, ele citou números que apontam para a instalação de 1,5 GW de geração distribuída até 2024.
"Estamos preparados para atender o bom fluxo que é esperado", disse, citando o fato de que o grupo já possui equipe própria para realizar as instalações, tendo em vista os funcionários de sua outra subsidiária, a CPFL Serviços. Este, aliás, é considerado o diferencial do grupo em relação a concorrentes que já atuam na área.
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