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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 12h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 03/05 às 12h54min

Margem financeira gerencial do Itaú cai 1,7% e vai a R$ 17,122 bi no 1º trimestre

A margem financeira gerencial do Itaú Unibanco somou R$ 17,122 bilhões no primeiro trimestre deste ano, redução de 1,7% em um ano. No comparativo trimestral, foi vista queda de 7,8%.
O banco explica, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que a diminuição na margem refletiu a redução de R$ 1,330 bilhão na margem financeira com clientes. "Esta redução foi decorrente, principalmente, do efeito de menor quantidade de dias corridos no período em relação ao trimestre anterior e pelo impacto da redução do CDI em margem financeira com passivos", acrescenta o Itaú.
A margem financeira com clientes totalizou R$ 15,254 bilhões de janeiro a março, redução de 8,0% em relação aos três meses anteriores. Em um ano, foi identificada retração de 2,7%.
No balanço do primeiro trimestre, o Itaú, como já havia informado anteriormente, destacou os descontos concedidos decorrentes de negociações de créditos com impacto negativo sobre o saldo contábil remanescente. A linha totalizou R$ 293 milhões no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 5,4% em relação ao trimestre anterior, principalmente, por conta do segmento de atacado.
O banco se desfez de uma operação ativa em atraso, sem retenção de riscos, para empresa não ligada, no valor de R$ 67 milhões, que teve impacto negativo de R$ 47 milhões na margem financeira com clientes.
Já a margem com o mercado, que compreende principalmente as operações de tesouraria, somou R$ 1,868 bilhão no primeiro trimestre, redução de 6,3% em relação aos três meses anteriores e alta de 7,5% em um ano.
A taxa média anualizada da margem financeira gerencial com clientes do Itaú (Net Interest Margin - NIM) com CorpBanca, que não considera a margem financeira com o mercado, excluindo os descontos concedidos, foi a 10,3% ao final de março contra 10,8% ao término de dezembro. O indicador ajustado ao risco foi de 6,7% ante 6,6%.
O índice de Basileia do Itaú Unibanco foi a 18,1% ao final de março, redução de 1,0 ponto porcentual em relação a dezembro, de 19,1%. Em um ano, quando estava em 17,7%, houve melhora de 0,4 p.p. O índice de Basileia mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital. Quanto maior, melhor.
A redução do indicador, de acordo com a instituição, reflete o impacto do cronograma de Basileia III aplicado aos instrumentos de Nível II e às deduções de capital, bem como a distribuição de juros sobre capital próprio e dividendos ocorrida no período. "O nosso Índice de Basileia supera em 7,4 p.p. a soma dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência e Adicional de Capital Principal determinados pelo Banco Central para 2017 (equivalente a 10,75%)", acrescenta o Itaú, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.
Do indicador total apresentado no primeiro trimestre, o índice de capital nível 1, de melhor qualidade e que considera o principal mais o complementar, representou 15,4%, redução de 0,5 p.p. ante dezembro. Em um ano, entretanto, melhorou 1,1 p.p. Já o índice de nível II foi a 2,8% ante 3,2% e 3,4%, respectivamente.
O Itaú destaca ainda, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que caso aplicasse de imediato e integralmente as regras de Basileia III estabelecidas pelo Banco Central, o índice de capital principal (Common Equity Tier I) seria de 14,7%, considerando o pagamento da parcela do payout acima do mínimo obrigatório referente ao lucro do primeiro trimestre, a consolidação do negócio de varejo do Citibank no Brasil (impacto estimado com base em informações preliminares), além do consumo do crédito tributário
O Itaú Unibanco vendeu créditos vencidos que estavam já em prejuízo, sem retenção de riscos, no valor de R$ 308 milhões no primeiro trimestre para empresas não-ligadas, conforme informa o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. A operação teve impacto de aproximadamente R$ 13 milhões no lucro líquido do banco no período, mas não refletiu nos indicadores de inadimplência.
A instituição informa ainda que se desfez de uma operação ativa em atraso, sem retenção de riscos, para empresa não ligada, no valor de R$ 67 milhões. "Essa operação trouxe impacto negativo de R$ 47 milhões na margem financeira com clientes e positivo de R$ 47 milhões na despesa de provisão para devedores duvidosos, sem impacto material no lucro e na inadimplência", explica o banco.
As receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo do Itaú apresentaram redução de 15,4% no primeiro trimestre em relação ao anterior, principalmente, pela queda de 19,2% no segmento de varejo. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, as receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo ficaram praticamente estáveis.
As despesas com provisões para devedores duvidosos do Itaú, as chamadas PDDs, totalizaram R$ 5,392 bilhões no primeiro trimestre, montante 7,4% menor que o visto nos três meses anteriores, de R$ 5,823 bilhões. Em um ano, quando esses gastos estavam em R$ 7,824 bilhões, a redução chegou a 31,1%.
O Itaú fechou março com saldo de PDDs de R$ 37,640 bilhões, aumento de 0,55% em relação ao final de dezembro, de R$ 37,431 bilhões. Em relação ao visto em um ano, de R$ 38,241 bilhões, teve redução de 1,57%.
O banco informa, em relatório, que no primeiro trimestre de 2017, houve a adoção inicial da Resolução nº 4.512/16 do CMN, que determina que a provisão para garantias financeiras prestadas seja registrada em conta do passivo. Em dezembro, o saldo de provisão complementar incluía R$ 1,445 bilhão para garantias financeiras prestadas. "Por conta dessa adoção inicial, tivemos um impacto adicional de R$ 402 milhões que, líquido de impostos, teve como contrapartida o patrimônio líquido, além da constituição de R$ 23 milhões no período", explica a instituição.
Com isso, a provisão para garantias financeiras prestadas no Itaú atingiu R$ 1,870 bilhão, que somada a provisão complementar, totalizou R$ 10,841 bilhões em março de 2017.
Já o resultado de créditos de liquidação duvidosa, que considera o valor recuperado pelo banco, chegou a R$ 4,988 bilhões no primeiro trimestre, queda de 17,9% em três meses e de 28,5% em um ano.
O banco informa que no período fez um impairment no valor de R$ 444 milhões, que considera os ajustes necessários para refletir o valor recuperável dos títulos. No quarto trimestre, o banco já tinha feito impairment de R$ 1,255 bilhão, empurrando o valor total no ano para R$ 1,9 bilhão.
Na última conversa que teve com a imprensa sobre resultados o então presidente do Itaú, Roberto Setubal, afirmou que o volume de impairment seria menor este ano em relação a 2016.
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