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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 08h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Petróleo opera em alta com expectativa de recuo nos estoques dos EUA

O petróleo opera em alta nesta quarta-feira (3), após o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) estimar ontem um recuo considerável nos estoques da commodity nos Estados Unidos na última semana. Hoje, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o dado oficial de estoques no país.

Às 8h21min, o petróleo WTI para junho subia 0,65%, a US$ 47,97 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 0,73%, a US$ 50,83 o barril, na plataforma ICE, em Londres.

Durante a madrugada, o barril do Brent chegou perto dos US$ 50, em seu patamar mais baixo desde o fim de março, apontaram analistas do Commerzbank. A queda nos preços ocorreu diante do aumento na produção da Líbia e das prolongadas incertezas sobre se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ampliará seu acordo de corte na produção na reunião de 25 de maio em Viena.

Alguns compradores, porém, retornaram ao mercado, após o API estimar no fim da tarde de ontem que os estoques de petróleo dos EUA recuaram 4,2 milhões de barris na semana passada e que os estoques de gasolina tiveram baixa de 1,9 milhão de barris.

"A pequena reação ocorre graças ao relatório de ontem do API", disse Olivier Jakob, da consultoria Petromatrix, sediada na Suíça. Segundo ele, é necessário ter cuidado, já que da última vez o API apontou uma elevação dos estoques e o dado oficial do DoE mostrou um recuo. "Portanto há o risco hoje de que o relatório não mostre os mesmos níveis de estoques do API."

O quadro para a produção global tem sido afetado por relatos de cortes em alguns grandes produtores, porém também de aumentos na oferta de outros países.

Os cortes na produção implementados pela Opep e pela Rússia não estão apenas sendo contidos pela crescente produção petrolífera nos EUA - a produção de petróleo também subiu de maneira digna de nota no Brasil. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou que a produção brasileira em março cresceu 12,6%, na comparação com igual mês do ano passado, para 2,55 milhões de barris por dia.

O economista Phin Ziebell, do National Australia Bank, diz que o mercado deseja ver uma tendência sustentável de alta nos preços do petróleo, mas "definitivamente ainda não estamos lá".

A incerteza sobre o acordo liderado pela Opep para reduzir a oferta de grandes países produtores tem pesado sobre os preços recentemente. Mesmo que alguns países do cartel tenham declarado apoio aos cortes, há ceticismo sobre seu compromisso e também sobre a atitude da Rússia, maior produtora de petróleo global, o que gera cautela. "É preciso imaginar que incentivo há para países como a Rússia em manter os cortes na própria produção quando está claro que os benefícios da redução estão fluindo diretamente para os produtores de xisto dos EUA", afirmou Ziebell.
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