Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 02 de maio de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Consumo

Notícia da edição impressa de 03/05/2017. Alterada em 02/05 às 20h42min

Varejo diminui ritmo de demissões no País

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou ontem que, em todo o País, os diversos segmentos do setor vêm registrando recuperação na geração de empregos, apesar de ainda apresentarem saldo negativo no valor agregado.
Segundo pesquisa realizada a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, nos três primeiros meses do ano 13 dos 25 subsetores de atividade geraram postos de trabalho, com a maior parte das vagas criadas ocorrendo entre os trabalhadores jovens e qualificados.
De janeiro a março, foram fechadas 64.378 vagas de emprego no setor, resultado que chega a ser 78% menor do que o verificado no primeiro trimestre do ano passado, quando deixaram de existir 303.129 postos de trabalho.
Segundo a CNC, o setor terciário destacou-se pela geração de vagas no comércio atacadista, abrindo 5.941 postos de trabalho, enquanto no comércio e na administração de imóveis e valores mobiliários foram criadas 2.148 novas vagas.
Os setores que mais reverteram o fechamento de vagas foram o primário (agropecuária) e o secundário (indústria). De forma semelhante, dos 15 subsetores que compõem a indústria, oito reverteram os saldos negativos, com destaque para as indústrias metalúrgica e têxtil, que geraram 1.378 e 13.383 novos postos de trabalho, respectivamente.
Ao analisar o comportamento do comércio, o economista da CNC Fabio Bentes ressaltou que "a reação de alguns segmentos do mercado de trabalho demonstra o início de uma retomada parcial da empregabilidade, que é o principal entrave para o crescimento do consumo no País".
Segundo ele, "o desempenho mais favorável da agropecuária e da indústria em detrimento do setor terciário está associado ao maior aquecimento da demanda externa. A produção industrial brasileira cresceu 0,3% no início de 2017, e o preço médio das exportações nacionais avançou 21,3% ante o mesmo período do ano passado", afirmou.
A CNC destacou, ainda, que a quantidade de postos de trabalho preenchida por jovens contrastou com o enxugamento de vagas voltadas para trabalhadores mais experientes. No primeiro trimestre deste ano foram abertas 175,3 mil vagas para pessoas com até 24 anos de idade, número 120% maior do que o registrado no mesmo período de 2016.
Ao mesmo tempo, 239,7 mil vagas nas demais faixas etárias foram eliminadas no acumulado de 2017, ante 382,9 mil nos três primeiros meses de 2016. Outra constatação da CNC é que a geração de vagas no mercado formal favoreceu os trabalhadores mais qualificados. De janeiro a março, foram abertas 60,8 mil vagas para empregados com nível superior completo, número 44,4% maior do que no mesmo período de 2016.
A CNC observou, ainda, que houve reversão do saldo negativo do início do ano passado entre os trabalhadores com nível superior incompleto, com a abertura de 2.308 novas vagas.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia