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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de maio de 2017. Atualizado às 22h48.

Jornal do Comércio

Economia

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agronegócios

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 01/05 às 21h39min

Agrishow espera ampliar negócios em 15% este ano

'Retomada' foi uma das palavras mais proferidas na cerimônia ontem

'Retomada' foi uma das palavras mais proferidas na cerimônia ontem


Newton Santos/Newton Santos/Ofício da Imagem/Divulgação/JC
Bruna Oliveira, de Ribeirão Preto (SP)
Com perspectiva "altamente positiva" para o deslanche do agronegócio brasileiro, a 24ª Agrishow, feira internacional de tecnologia agrícola, foi aberta oficialmente ontem, em Ribeirão Preto (SP), com a expectativa de ampliar em 15% o volume de negócios em relação ao ano passado. Em 2016, a Agrishow movimentou R$ 1,95 bilhão.
O presidente da Agrishow e também presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio Meirelles, destacou o avanço histórico do setor, que, aos poucos, ensaia sua retomada após período de incertezas políticas e econômicas no País. O agronegócio, que é responsável por 23% do PIB brasileiro, deve colher a safra recorde de 230 milhões de toneladas de grãos este ano, destacou João Carlos Marchesan, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
O cenário também é visto com otimismo pelas fabricantes de máquinas agrícolas, em peso na feira para apresentar novas tecnologias. Rodrigo Junqueira, diretor comercial da Massey Ferguson Brasil, credita à estimativa da safra recorde e à melhora dos indicadores econômicos a retomada das vendas do setor ao patamar de 2015. A fabricante apresenta na Agrishow lançamentos em todas as frentes, voltadas sobretudo para a tecnologia de ponta no campo e frotas menos poluentes. "Apesar do cenário econômico, nós mantivemos o nosso planejamento estratégico porque apostamos que a recuperação viria motivada pelo próprio interesse e pela necessidade do consumidor", avalia Junqueira. A mudança de posicionamento na fabricação de colheitadeiras - na qual a empresa ocupa hoje a 3ª posição, almejando o 2º lugar no mercado - também está entre as apostas da Massey para os próximos anos.
A retomada da credibilidade e a diminuição dos juros também é comemorada pela Pla do Brasil, fabricante de pulverizadores autopropelidos com fábrica em Canoas. A estratégia para 2017 é crescer o nome da marca junto aos produtores, projetando crescimento dos atuais 5% para 6% ou 7% na participação do mercado neste ano, anuncia o gerente de marketing da Pla, Rodrigo Oliva. A fabricante com sede na Argentina apresenta, na Agrishow, a nova geração de pulverizadores, com design mais moderno e eficiência produtiva. 
A feira este ano registra aumento de 5% no número de expositores em relação ao evento do ano passado. Cerca de 800 marcas estão presentes no evento. A expectativa dos organizadores é de que a Agrishow traga lançamentos que caminhem para uma "revolução digital da agricultura", projeta Pedro Oliveira, presidente da Csmia - Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, já que a feira mostra o potencial brasileiro no campo da inovação em toda a cadeia produtiva do agronegócio. A principal novidade deste ano é uma arena de demonstrações do campo, erguida para exibir tecnologia de ponta e o que há de mais moderno para o campo. A expectativa é de que 150 mil pessoas visitem a Agrishow até a sexta-feira.

Plano Safra 2017/2018 ainda está indefinido, diz ministro da Agricultura

Ministro Blairo Maggi discursa na abertura da Agrishow
Ministro Blairo Maggi discursa na abertura da Agrishow
Newton Santos/Newton Santos/Ofício da Imagem/Divulgação/JC
Esperado para o evento, o lançamento do Plano Safra 2017/2018 não aconteceu. Na abertura da Agrishow, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que as diretrizes para o plano ainda estão sendo negociadas. Segundo Maggi, falta uma definição a respeito da taxa de juros a ser adotada. "A preocupação maior da pasta é se o produtor vai ter renda suficiente para se manter, por isso há um esforço por parte do governo em buscar uma saída para não perdemos o maior capital brasileiro", afirmou. O volume de recursos deve ser de R$ 185 bilhões, o mesmo do ciclo anterior. 
Maggi afirmou que há uma tendência para que o Banco Central e o Ministério da Fazenda mantenham as mesmas taxas de juro do ano passado, o que levaria a um juro real de 5% ao ano. Acrescido o índice da inflação oficial, a taxa se tornaria impraticável aos produtores, avalia o ministro. No atual Plano Safra, que vigora até julho deste ano, o juro real chega a 3%.
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