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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de maio de 2017. Atualizado às 22h35.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 30/05/2017. Alterada em 29/05 às 20h15min

Crise diminuindo

Darcisio Perondi

Darcisio Perondi


LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O deputado federal gaúcho Darcísio Perondi (PMDB), vice-líder do governo na Câmara, afirmou que, "nesta semana, a crise vai continuar diminuindo". Ele disse que a situação ainda é grave, mas já diminuiu substancialmente com a troca do ministro da Justiça. "Torquato Jardim tem um grande saber jurídico, é professor de Direito Constitucional e circula no meio jurídico", argumentou. Segundo Perondi, a Câmara vai votar a Lei da Convalidação, a consolidação do ICMS entre os estados. O Senado vota as Medidas Provisórias (MPs) que "nós votamos na semana passada, que vencem dia 1 de julho". Entre elas, a MP que autoriza a cobrança de preços diferentes para compras em dinheiro ou em cartão de crédito. Outra votação prevista no Senado é a proposta de emenda à Constituição que acaba com o foro privilegiado. "O Congresso não para."
Reforma trabalhista
Para Perondi, existem chances de que os deputados votem, ainda nesta semana, a reforma trabalhista, porque o relatório já foi dado como lido, e acredita que passe. Ele afirmou que, "como todas as MPs foram votadas, o governo vai focar a convalidação e alguns projetos de deputados que interessam ao Brasil e que o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) está vendo. Vamos focar em aumentar o apoio à reforma da Previdência. Sem (Michel) Temer (PMDB), não sai reforma", enfatizou, acrescentando: "o único líder em condições de manter essa base, que respondeu espetacularmente na semana passada, se chama Michel Temer. O resto é especulação, que faz parte da política".
Questão estratégica
Para Perondi, o novo ministro da Justiça pode dar uma grande contribuição na solução dos problemas do País. Ele conhece bem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde foi ministro. "Gosto dele." Quanto à expectativa do julgamento da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), em 6 de junho, no TSE, Perondi disse que o governo avalia as hipóteses. "Devemos considerar que qualquer ministro pode pedir vista, é normal. Uma questão de estratégia."
Base aliada
Na avaliação do vice-líder do governo, "o mais importante é o presidente manter a base aliada. O maior capital do Michel é o seu saber jurídico, por isso ele enfrentou a cilada, a emboscada que sofreu, enfrentou o STF, o IBGE e o TSE. Ele mostrou que tem base aliada, que são aliados mesmo. E mais, a fragilidade da gravação é o tiro no pé da oposição, que, incendiando ministérios, uniu mais a base. E o resultado são as votações", comemorou.
Presidente permanece
Segundo Perondi, "o presidente permanece. Continua focado nas reformas. E os empresários e a sociedade precisam continuar pressionando os deputados gaúchos para votar as reformas. Senão será um caos; o Brasil não resiste a uma crise política prolongada. E votar nas diretas é votar no (Luiz Inácio) Lula (da Silva, PT)". Os aliados apostam em decisão favorável no julgamento da chapa Dilma-Temer, no TSE. A expectativa é que, dos sete ministros (se não mudarem o voto), Temer terá quatro a seu favor. O quinto voto poderá ser do ministro Luiz Fux, que ainda balança, mas não decidiu. Em tese, é isso, mas muita água vai passar embaixo da ponte ainda.
 
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