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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de maio de 2017. Atualizado às 00h48.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 26/05/2017. Alterada em 25/05 às 20h32min

Caso de polícia na política

Brasília foi transformada, nos últimos dias, num campo de batalha dentro e fora do Congresso Nacional. A manifestação desta quarta-feira, que era para ser pacífica, como requer a democracia, se transformou numa baderna, com pessoas feridas e quebra-quebra em prédios públicos. O presidente Michel Temer (PMDB), mediante decreto, convocou as Forças Armadas para garantir a lei e a ordem. A oposição protestou e ameaçou interromper o cronograma de votações do Congresso depois de socos, empurrões e pontapés no plenário, com brigas que foram até as vias de fato. Com a repercussão, na manhã desta quinta-feira, o presidente da República, reunido com os órgãos de segurança, revogou o decreto que determinava o Exército nas ruas.
Lula candidato
O deputado federal gaúcho Mauro Pereira (PMDB) afirmou que a bagunça foi consequência dos grupos de PT, PCdoB, PSOL e Rede, de querer tomar conta de Brasília, destruindo tudo para forçar eleições diretas, para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ser candidato antes de ser condenado. Segundo o parlamentar, a destruição do patrimônio público foi um prejuízo enorme para o Brasil. "Isso mostra que o que estes partidos fizeram com o Brasil nos últimos 12 anos foi lucrar em cima do patrimônio público e, não contentes, agora estão querendo destruir o resto que tem." "Espero que o STF e a Justiça brasileira façam a parte deles e condenem um por um os que fizeram o que fizeram na quarta-feira."
Aqui não é a Venezuela
Na opinião de Mauro Pereira, a convocação do Exército para restabelecer a ordem foi uma medida necessária. "O Exército brasileiro já está em diversas capitais do Brasil ajudando na segurança, está superpreparado para manter a ordem, proteger o patrimônio público e as pessoas, foi necessária a presença do Exército nas ruas, não desfazendo da Polícia Militar, mas os 500 ônibus que vieram para Brasília trouxeram o que têm de mais violento no Brasil." "Aqui não é a Venezuela", asseverou o parlamentar. "Aqui têm leis, e aqui tem autoridade, com certeza, o presidente acertou em colocar o Exército", concluiu.
Movimento das diretas
Para o deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT), o movimento das diretas "vai crescer muito. Resta saber se o próximo presidente vai ser eleito pelo Congresso Nacional ou por 144 milhões de brasileiros", assinalou. Segundo o petista, "a queda do governo é uma certeza. Creio que o presidente vai ser renunciado, em troca de acordo de proteção a ele e em troca de uma tentativa de eleger um sucessor comprometido com este mesmo projeto dele".
 
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