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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Jornal da Lei

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Entrevista

Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 18h31min

Advocacia artesanal visa personalizar atendimento

Laura Franco, especial
Durante três dias, acadêmicos e advogados poderão ter uma experiência imersiva com a advocacia artesanal. O Curso de Imersão em Advocacia Artesanal: Conhece-te a Ti Mesmo, desenvolvido pela Escola de Criminalistas, acontece entre os dia 23 e 25 de junho. Em entrevista ao Jornal da Lei, o advogado criminalista e coordenador do curso, Jader Marques, explica como funcionam as aulas e quais são os principais benefícios da advocacia artesanal e imersiva na capacitação dos profissionais.
Jornal da Lei - Qual o conceito de advocacia artesanal?
Jader Marques - É a ideia de atuar na advocacia com cuidado, com a dedicação total para o cliente, de uma maneira focada, integral, com prestação de serviço de excelência. Vivemos um momento em que as prestações de serviço são de massa. O problema é que o cliente, ao buscar um advogado, também busca clicado, porque, por mais simples que seja o problema que ele deseja resolver, aquilo é importante pra ele. Artesanal, porque deve ser feita como um artesanato, de forma personalizada para cada caso. Clientes não são apenas números, e seus problemas não são só mais um.
JL - O senhor esteve envolvido em casos conhecidos, como o da boate Kiss, do menino Bernardo e do goleiro Bruno. Como essa vivência estará presente nas aulas e como deve funcionar a lógica do curso?
Marques - Na escola, trabalhamos com o método psicodramático, técnica bastante utilizada em dinâmicas de grupo, serve para que a gente aprenda agindo. O primeiro momento é um trabalho de improvisação aplicada, com o uso de jogos em que a pessoa utiliza o improviso para que possa se soltar. Além disso, temos a aula de psicodrama, que trata de dúvidas, medo e angústia. Audiência e sustentação oral, cobrança de honorários e gerenciamento de imagem e carreira também serão abordados. A ideia é trazer uma vivência, uma experiência, e conectá-la com a advocacia. Por mais que seja um curso desenvolvido pela Escola de Criminalistas, a intenção é de disseminar para todas as áreas do Direito, além de envolver acadêmicos e profissionais já atuantes. Com relação aos grandes casos, queremos passar a ideia de que esses processos difíceis mostram que cada um deve ser tratado como único, já que são casos que exigem atenção. Mesmo com os menores, ou com menos repercussão, também é preciso ter o mesmo cuidado.
JL - Quais são os benefícios para o profissional que adere à advocacia artesanal?
Marques - Existe o resultado imediato, que é o reforço na autoestima, além da motivação para a superação de dificuldades e angústias naturais da profissão. Além disso, fortalece a busca de equilíbrio nas convicções. Estar próxima de pessoas que atuam com esse tipo de advocacia faz com que se perceba que é uma ferramenta possível, que dá certo e, além disso, dá retorno. Esse retorno não é puramente financeiro, mas pessoal. O advogado passa a compreender melhor os anseios do seu cliente, oferecendo um serviço de melhor qualidade.
 
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