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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de abril de 2017. Atualizado às 15h30.

Jornal do Comércio

Política

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contas públicas

Alterada em 27/04 às 15h31min

Governo central tem déficit primário de R$ 11,061 bilhões em março

O governo central registrou um déficit primário de R$ 11,061 bilhões em março. Esse é o pior desempenho para o mês em toda a série histórica, que teve início em 1997. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.
O primário de março foi pior do que a mediana das expectativas do mercado financeiro, que apontava um déficit de R$ 9,8 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 21 instituições financeiras. O dado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que estava entre déficits de R$ 12,5 bilhões a R$ 6,8 bilhões.
Nos primeiros três meses deste ano, o resultado primário foi de déficit de R$ 18,297 bilhões, também o pior resultado da série para primeiros trimestres. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 18,060 bilhões.
Em 12 meses até março, o governo central apresenta um déficit de R$ 156,5 bilhões - equivalente a 2,44% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de R$ 139 bilhões nas contas do governo central. No fim do mês passado, o Ministério da Fazenda anunciou um corte de R$ 42,1 bilhões no orçamento de 2017 para o cumprimento da meta.
As contas do Tesouro Nacional - incluindo o Banco Central - registraram um superávit primário de R$ 2,028 bilhões em março. No ano, o superávit primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 21,712 bilhões. As contas apenas do Banco Central tiveram superávit de R$ 35 milhões em março e um déficit de R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano.
Por outro lado, o resultado do INSS no mês passado foi um déficit de R$ 13,089 bilhões. Já no acumulado do primeiro trimestre, o resultado foi negativo de R$ 40,009 bilhões.
O resultado de março mostra ainda alta real de 0,2% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram aumento real de 1,6%. No primeiro trimestre, as receitas do governo central recuaram 3,2% ante igual período de 2016, já descontada a inflação, enquanto as despesas caíram 4,9% na mesma base de comparação.
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