Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Política

- Publicada em 07 de Abril de 2017 às 19:12

Gilmar Mendes: decisão sobre chapa Dilma-Temer será a mais 'grave' da história do TSE

Para ministro, o tribunal precisa ter noção dos impactos que a decisão pode causar

Para ministro, o tribunal precisa ter noção dos impactos que a decisão pode causar


NELSON JR/ASCOM/TSE/JC
Agência Estado
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o pedido de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer será a mais "grave" da história da Corte, avaliou na manhã desta sexta-feira (7), o presidente da instituição, Gilmar Mendes, que espera a retomada do julgamento em maio.
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o pedido de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer será a mais "grave" da história da Corte, avaliou na manhã desta sexta-feira (7), o presidente da instituição, Gilmar Mendes, que espera a retomada do julgamento em maio.
"O tribunal terá de ter noção de suas responsabilidades", afirmou. Além do potencial impacto da decisão, o caso é importante por revelar como foram financiadas as campanhas eleitorais no Brasil, em especial a de 2014, disse Gilmar. O ministro não quis estimar um prazo para conclusão do julgamento, mas disse que o processo será "célere".
O presidente do TSE lembrou que a jurisprudência da corte é "pacífica" e prevê a cassação tanto do titular da chapa quando a de seu vice. Mas ele observou que o caso Dilma-Temer tem uma "singularidade", que é o fato de a cabeça de chapa já ter sido afastada do cargo. No único caso semelhante que analisou, sobre o Estado de Roraima, o TSE julgou o pedido improcedente contra o vice e o manteve no cargo, afirmou. "É o único paradigma."
Gilmar disse não ver problemas no fato de o ministro Alexandre de Moraes participar do julgamento, apesar de ter integrado o gabinete de Temer. "Todos vêm de algum lugar", afirmou. O ministro usou como exemplo o Supremo Tribunal Federal (STF), integrado por sete magistrados nomeados por presidentes petistas. "Ninguém imputa a eles suspeição e foram eles que conduziram por maioria o debate sobre o impeachment."
Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO