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Porto Alegre, domingo, 16 de abril de 2017. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 17/04/2017. Alterada em 16/04 às 20h00min

Evacuação de área atingida por explosão de carro-bomba é adiada

Maioria das vítimas do atentado era voluntária do Crescente Vermelho

Maioria das vítimas do atentado era voluntária do Crescente Vermelho


OMAR HAJ KADOUR/OMAR HAJ KADOUR/AFP/JC
A evacuação de mais de 3 mil sírios programada para acontecer ontem foi adiada, segundo membros da oposição ao governo. A retirada estava prevista para acontecer em quatro áreas do país um dia depois de uma explosão de um carro-bomba que matou mais de 120 pessoas. O atentado ocorreu quando 75 ônibus com cidadãos evacuados de Al-Fu'ah e Kafarya, dois povoados de maioria xiita da província de Idlib, esperavam na passagem de Al-Rashidin para cruzar para um território sob controle de Aleppo. As razões para o atraso não foram deixadas claras pelo governo.
Segundo a agência estatal Sana, dois membros de uma delegação de mídia russa ficaram feridos no ataque realizado pelo Estado Islâmico (EI) em partes da cidade de Deir el-Zour, no Leste do país. Moscou é um dos principais aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, e os repórteres russos gozam de amplo acesso em areas controladas pelo governo. O serviço de notícias russo Anna-News, que emprega os jornalistas, disse que um deles foi ferido no braço enquanto o outro sofreu lesões na perna e no estômago. Os dois foram retirados da Síria, e sua condição era "satisfatória", afirmou o órgão de comunicação.
A Organização das Nações Unidas (ONU) não está supervisionando o acordo de transferência, que envolve os moradores das aldeias pró-governo de Foua e Kfarya e as cidades de Madaya e Zabadani. Todas estão sob cerco há anos, e são vítimas de um acordo que, segundo a ONU, impede a chegada de ajuda humanitária.
Rami Abdurrahman, que chefia o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, e a TV Al-Manar, do Hezbollah, disseram anteriormente que 3 mil pessoas seriam evacuadas de Foua e Kfarya, enquanto 200, a maioria deles combatentes, deixariam Zabadani E Madaya. Abdurrahman e o ativista da oposição Hussam Mahmoud, que é de Madaya, declararam motivos diferentes para o adiamento. O primeiro afirmou que nenhuma permissão foi dada ao procedimento, enquanto o segundo alegou que a operação foi adiada por "razões logísticas".
O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que pelo menos 68 crianças morreram no ataque. A ONG detalhou que o número de mortos aumentou para 126 pessoas, das quais 109 eram voluntários do Crescente Vermelho Sírio, que estavam ali para facilitar o processo de evacuação. Os veículos estavam estacionados nessa área quando uma caminhonete explodiu. 
 

Em tradicional mensagem de Páscoa, Papa Francisco clama por paz na região

O Papa Francisco pediu pela paz na Síria e no Oriente Médio durante a tradicional bênção "Urbi et Orbi", ontem, em meio às celebrações de Páscoa na Praça São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fiéis. Durante a celebração, o pontífice lembrou do conflito sírio e implorou para que Deus "conceda a paz para o Oriente Médio e ajude aqueles que estão trabalhando ativamente para trazer alívio e conforto para a população civil na Síria, a vítima de uma guerra que continua a semear o terror e a morte". O líder religioso também chamou de "desprezível" a explosão de um carro-bomba próximo a um comboio de ônibus que evacuariam civis de uma área rebelde para uma controlada pelo governo sírio.
Nascido na Argentina, Francisco lembrou das próprias raízes ao orar para Deus "sustentar os esforços daqueles que, especialmente na América Latina, estão comprometidos com o bem comum das sociedades, tantas vezes marcadas por tensões políticas e sociais, que, em alguns casos, são reprimidas com violência".
Antes da bênção, o pontífice celebrou a missa de Páscoa cercado por um forte aparato de segurança. Pela manhã, toda a vizinhança em torno da Basílica de São Pedro foi isolada, e foram criados pontos de acesso onde as pessoas passavam por um detector de metais antes de entrar. Neste ano, a Páscoa é festejada por católicos e ortodoxos no mesmo dia.

Governo norte-americano expressa dúvidas sobre envio de mais tropas

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, tenente-general H.R. McMaster, tem expressado dúvida de que o país possa enviar mais tropas terrestres para a Síria. Os comentários dele ocorrem em um momento em que forças rebeldes aparentam estar mais próximas de lançar um ataque para retomar Raqqa, considerada a capital do Estado Islâmico.
McMaster concedeu uma entrevista ao programa de TV This Week, da rede ABC. Ele afirmou que ainda será preciso verificar se há a necessidade de envio de tropas a partir do Afeganistão, mas completou dizendo achar que não será necessário.
É aguardado o envio pelos norte-americanos de armas adicionais para as forças rebeldes sírias, apoiadas pelos Estados Unidos, na ofensiva de Raqqa. Não está claro, porém, se haverá o envio de tropas.
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