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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de abril de 2017. Atualizado às 00h31.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 13/04/2017. Alterada em 12/04 às 19h58min

Rússia veta investigação da ONU sobre ataque químico

É o oitavo veto russo a uma resolução contra Assad desde o início da guerra

É o oitavo veto russo a uma resolução contra Assad desde o início da guerra


KENA BETANCUR /KENA BETANCUR/AFP/JC
Em uma reunião tensa no Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta quarta-feira, os Estados Unidos afirmaram que a Rússia está "se isolando na comunidade internacional" ao manter o apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad. Como previsto, Moscou vetou uma resolução que instalaria uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o ataque químico que deixou mais de 80 mortos no nordeste sírio na semana passada. Foi o oitavo veto russo a uma resolução contra Assad desde o início da guerra civil no país do Oriente Médio, em 2011.
"Aos meus colegas da Rússia, vocês estão se isolando da comunidade internacional a cada vez que os aviões de Assad lançam outra bomba de barril em civis e toda vez que Assad tenta matar de fome uma comunidade", disse a embaixadora norte-americana no Conselho da ONU, Nikki Haley.
O representante britânico, Matthew Rycroft, informou que exames conduzidos no local do ataque indicaram a presença de gás sarin. Rycroft acusou a Rússia de "ficar ao lado de um criminoso e assassino bárbaro em vez de seus pares internacionais".
O enviado russo, Vladimir Safronkov, rebateu: "Estou surpreso que essa seja a conclusão. Ninguém visitou até agora o local do crime. Como você sabe isso?". Ele exigiu que o britânico o olhasse ao afirmar que não permitiria "que a Rússia fosse insultada".
A reunião do Conselho de Segurança ocorreu em meio à visita do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, à Rússia, onde ele se encontrou com o chanceler Sergei Lavrov e o presidente Vladimir Putin. Este último afirmou, em uma entrevista à imprensa local, que as relações com Washington pioraram desde a posse do presidente Donald Trump, visto como mais simpático a Moscou do que o ex-presidente Barack Obama.
Tillerson ecoou essa impressão de Putin ao afirmar que "há um baixo nível de confiança entre nossos países". Lavrov defendeu a realização de uma investigação independente sobre o ataque químico.
 

Em entrevista, Trump diz que não irá enviar tropas ao país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não irá se envolver mais profundamente na guerra na Síria, com o envio de tropas, por exemplo, mas que ele teve de agir devido ao ataque químico que ocorreu na semana passada. "Nós vamos nos envolver na guerra na Síria? Não", enfatizou o republicano.
Em entrevista para o canal Fox News, o presidente ressaltou que, quando viu as consequências do ataque de gás sarin na Síria, que matou 85 pessoas, "teve de tomar uma atitude". Por isso, mandou bombardear a região.
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