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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de abril de 2017. Atualizado às 16h32.

Jornal do Comércio

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ensino superior

28/04/2017 - 15h53min. Alterada em 28/04 às 16h38min

Conselho universitário da UFPel aprova cotas em cursos de mestrado e doutorado

Entre 150 e 200 estudantes ingressarão nos cursos de pós-graduação até o fim do ano pelas novas cotas

Entre 150 e 200 estudantes ingressarão nos cursos de pós-graduação até o fim do ano pelas novas cotas


UFPEL/DIVULGAÇÃO/JC
O conselho universitário da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) aprovou nesta semana uma resolução que determina a reserva de no mínimo 25% das vagas de cursos de pós-graduação strictu sensu - mestrado e doutorado - a negros, quilombolas, indígenas e portadores de deficiência. Com isso, a UFPel será uma das primeiras do País a instituir as cotas também na pós-graduação.
A administração da universidade estima que entre 150 e 200 estudantes ingressarão nos cursos de pós-graduação até o fim do ano pelas novas cotas. A resolução entra em vigor imediatamente e vale por dez anos, prorrogáveis a partir das avaliações que serão feitas na universidade. A UFPel possui 44 cursos de mestrado e 23 de doutorado, nas mais diversas áreas.
Para o coordenador de pós-graduação da universidade, Rafael Castro, a política, além de fazer um reparo histórico, vai "trazer a cara da sociedade para a pós-graduação da UFPel".
A medida também prevê ações que permitam a permanência destes estudantes nos cursos. As coordenações dos programas deverão planejar ações e atividades complementares que possibilitem a permanência dos estudantes cotistas, realizando um acompanhamento contínuo das suas vidas acadêmicas. A Administração Central da Universidade, por meio de suas pró-reitorias, também deverá propor ações no mesmo sentido, em complementação àquelas implementadas pelos programas de pós-graduação.
Entre as motivações para a adoção da medida na UFPel está a premissa que também a pós-graduação deve atender ao mandamento estatutário da democratização da educação, no que se refere à equidade de oportunidades de acesso. O Conselho Universitário, para aprovar a medida, considerou ainda, entre outros pontos, que os programas de pós-graduação se beneficiarão academicamente da adoção desta política, que favorecerá as diversidades étnica e cultural em seu corpo discente e ampliará as suas inserções sociais.
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