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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de abril de 2017. Atualizado às 14h20.

Jornal do Comércio

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26/04/2017 - 14h14min. Alterada em 27/04 às 14h26min

Centrais definem ações na greve geral de sexta no Rio Grande do Sul

Representantes das centrais sindicais realizaram plenária na manhã desta quarta-feira

Representantes das centrais sindicais realizaram plenária na manhã desta quarta-feira


Leticia Bay/Especial/JC
Leticia Bay
Representantes das centrais sindicais no Rio Grande do Sul prometem fazer a maior greve geral dos últimos anos nesta sexta-feira (28). Os alvos do movimento convocado para todo o País são as reformas trabalhista e da previdência, além de críticas pesadas ao governo Temer. Em plenária na manhã desta quarta-feira (26) em Porto Alegre, as centrais definiram a unificação das ações e focos para gerar paralisações. 
Segundo as entidades, serviços de transporte em Porto Alegre e na Região Metropolitana devem ser os mais afetados, tanto de ônibus como metrô. A expectativa dos sindicalistas é de parar o transporte de ônibus até as 16h. Desde a meia-noite de quinta-feira (27), devem ocorrer piquetes nos acessos a garagens para evitar a saída de carros. Já os mais de mil metroviários avisam que vão parar completamente o Trensurb.
"Recomendamos que as pessoas não saiam de casa, é o mais racional a fazer. Não vai ter trem. Não adianta uma ou duas categorias fazerem greve se os trabalhadores querem trabalhar", diz o vice-presidente do Sindicato dos Metroviários, Clóvis Nei Pinheiro. Em dias úteis, o serviço transporta mais de 200 mil passageiros entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. À meia-noite de quinta-feira, segundo Pinheiro, serão recolhidos os veículos. A operação só retoma á meia-noite de sexta. A categoria ficará concentrados no pátio da sede da estatal no bairro Anchieta. 
Um ato unificado está marcado para as 13h, no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da Capital. Já os ônibus intermunicipais devem operar normalmente, informou a Secretaria dos Transportes e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) em nota.
Em Rio Grande, o Sindicato dos Trabalhadores Portuários de Rio Grande (Sindporg) diz que as categorias que atuam na área portuária vão parar. O sindicato estima que mais de 5 mil trabalhadores atuem na operação. A direção do Porto do Rio Grande diz que a operação dependerá da oferta de mão de obra.  
Na plenária na manhã desta quarta na sede do Sindicato dos Bancários (Sindbancários), participaram dirigentes de oito centrais sindicais - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, UGT, Nova Central, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical, CSP-Conlutas e Pública. O encontro serviu para definir estratégias para aumentar a adesão.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, projetou que todos os setores trabalhistas - privados e públicos - devem ter algum tipo de paralisação. Serviços essenciais como saúde devem aderir parcialmente. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) aprovou a greve, e os médicos também em assembleia do Sindicato Médico do RS (Simers). Os aeroviários também anunciaram adesão à greve, em São Paulo, que deve afetar os serviços aéreos em Porto Alegre.
Também estão sendo programados atos em rodovias estaduais, na Ponte do Guaíba e em vias próximas à Rodoviária de Porto Alegre. Os piquetes, diz Nespolo, serão puxados por sindicalistas e militantes políticos tanto em empresas de ônibus de Porto Alegre como na Região Metropolitana. O dirigente da CUT justifica que a ação se deve à pressão que trabalhadores estariam sofrendo para não parar.  
O fato de a proposta da reforma trabalhista poder ser votada nesta quarta não deve esvaziar a greve, acredita Nespolo. "Não temos ilusões dentro do Congresso Nacional, mas acredito na mobilização dos trabalhadores e na pressão da sociedade", afirmou. "Estamos pegando no 'pé' dos deputados dentro dos colégios eleitorais, estamos denunciando aos eleitores como eles estão votando lá em Brasília."
O presidente da CUT-RS aponta que as reformas são o maior ataque aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. “Não poderíamos dar outra resposta se não com a maior greve geral resultante da maior unidade que conseguimos da classe trabalhadora da história do movimento recente sindical brasileiro”, afirma Nespolo.

Comércio deve abir, diz Sindilojas

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre divulgou nota em que orienta as empresas a abrirem os estabelecimentos normalmente. A entidade observa que "entende o direito da população de se manifestar e defender seus ideais", mas diz ser contrária a movimentos que interfiram no acesso a serviços básicos, como saúde, educação e transporte público. Além disso, orienta que os comerciantes fiquem atentos às movimentações nas proximidades das lojas, para "garantir a preservação do patrimônio e a segurança de funcionários e clientes".
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Comentários
Debora R. Cunha 26/04/2017 19h42min
O comércio de Poa não percebe que quanto mais ganharem os trabalhadores, mais lucro terá. nEssa atitude não engrandece os comerciantes e ajuda a criar um conflito desnecessário. nIsso jamais aconteceria no Canadá ou em qualquer outro país de primeiro mundo.nA luta dos brasileiros contra o desmonte do seu país, atingirá a todos. Principalmente o comércio, que já deve estar pelas caronas.