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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de abril de 2017. Atualizado às 11h56.

Jornal do Comércio

Esportes

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Campeonato Gaúcho

Notícia da edição impressa de 24/04/2017. Alterada em 23/04 às 21h50min

Inter e Novo Hamburgo disputam final inédita

A equipe de melhor campanha no decorrer da competição, em um confronto de dois jogos contra o atual hexacampeão. Do ponto de vista dos números, poucos poderiam imaginar uma decisão mais justificada para o Campeonato Gaúcho deste ano - e é carregando essas credenciais que Novo Hamburgo e Inter vão disputar o título desta temporada, em uma final que poucos poderiam prever antes do início da competição. O Colorado precisou suar sangue para superar, na disputa de pênaltis, o Caxias, enquanto o Noia levou a vaga na base da superação também na marca da cal. Depois de nove cobranças para cada lado, o Novo Hamburgo levou a melhor. Com isso, o Gauchão 2017 terá uma final inédita, e qualquer um que levantar a taça poderá bater no peito com a certeza de ter obtido uma conquista histórica.
A partida de ida acontece no próximo domingo, no estádio Beira-Rio. A grande decisão está marcada para o dia 7 de maio, com mando de campo do surpreendente clube do Vale.
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Keiller brilha e vira herói da classificação colorada

Na estreia, goleiro pegou dois pênaltis
Goleiro de 20 anos estreou no profissional pegando dois pênaltis
RICARDO DUARTE/INTER/DIVULGAÇÃO/JC
Em uma partida cheia de potenciais heróis, coube a um jovem goleiro de 20 anos o principal papel na classificação do Inter para a final do Campeonato Gaúcho. Keiller Nunes teve que estrear no susto, substituindo Marcelo Lomba logo nos primeiros minutos, mas correspondeu muito além das expectativas. Além de pegar uma penalidade no tempo normal, que evitou a eliminação nos 90 minutos, Keiller também espalmou uma das cobranças nos pênaltis. Júlio César marcou o gol do Caxias na vitória por 1 a 0 - mas, como o Inter havia vencido no jogo de ida, a vaga foi resolvida na marca da cal, com vitória colorada por 5 a 3.
A distensão muscular do goleiro Marcelo Lomba, durante uma cobrança de tiro de meta, foi um presságio para as dificuldades. O Caxias começou insinuante, atacando pelos lados e marcando dentro do campo adversário. Mas foi o Inter quem teve uma chance aos 21 minutos, quando Edenílson, lançado livre, deslocou Lúcio, e chutou na trave. A resposta veio aos 25 minutos, e foi fulminante: em cruzamento de Wagner, Júlio César surpreendeu e, de cabeça, abriu o placar.
Depois do gol, o Inter tentou reagir, mas sofria para criar chances. Aos 37 minutos, muita reclamação dos colorados: dentro da área, Nico López tentou o drible e a bola tocou a mão de Laércio. O árbitro Daniel Bins preferiu não marcar.
A segunda etapa começou com um lance pitoresco. Em meio a uma intensa disputa de bola, a mão de Elyeser passou pelo rosto do treinador colorado Antonio Carlos Zago, que estava muito próximo do lance. O técnico caiu, reclamando de dores no olho direito, e chegou a colocar gelo no pretenso machucado. Em seguida, os jogadores dos dois times se estranharam, após bate-boca entre Gilmar e Uendel. Quando a bola finalmente rolou, o nervosismo seguia, com jogadas cheias de entrega, mas sem muita qualidade técnica.
Aos 21 minutos, Leo Ortiz empurrou Marlon na entrada da área e Daniel Bins não hesitou em marcar pênalti para o Caxias. Indignados, os jogadores colorados cercaram o árbitro, alegando que a falta ocorreu fora da área. Na confusão, Brenner acabou expulso. Na cobrança, porém, Keiller brilhou, voando no canto e defendendo a cobrança de Gilmar.
Depois de cinco minutos de acréscimo, a decisão foi para os pênaltis. D'Alessandro abriu, mas irritou a torcida caxiense ao comemorar o gol de forma ostensiva. Revoltado, um dos médicos do Caxias chegou a invadir o gramado. Na sequência, Cuesta, Valdívia e  Nico López converteram para o Inter, enquanto Jajá, Reis e Júlio César marcaram para o Caxias. Quem desempatou foi o jovem Keiller, defendendo cobrança de Marlon. E coube a Diego, saído do banco de reservas, colocar o Inter na grande final.

Noia vence nos pênaltis e chega pela primeira vez à final

Jogo truncado foi decidido nos pênaltis
Jogo truncado foi decidido em nove sequências de pênaltis
LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA/JC
Nunca antes na história desse Estado um dos times da Dupla tinha colocado reservas em um jogo de Libertadores da América, fora de casa, para que os titulares encarassem uma semifinal de Gauchão. A decisão, além de provocar polêmica, deixou o Grêmio com uma obrigação ainda maior de reverter o mau resultado da partida de ida, quando apenas empatou em casa com o Novo Hamburgo. O problema, para o Tricolor, é que do outro havia uma equipe valente e determinada a fazer história. Depois de um novo empate em 1 a 1 no tempo normal, uma dramática disputa de pênaltis acabou em 7 a 6 para os donos da casa, colocando o Anilado no momento mais importante de sua trajetória.
A partida iniciou com muita marcação. Os atacantes dos dois times sofriam, e os primeiros minutos de jogo foram ausentes de situações de gol. Depois, a necessidade gremista passou a ditar os rumos do jogo, com o Tricolor mantendo a posse de bola e insistindo em jogadas pelas laterais do gramado. Enquanto isso, o Noia se mantinha resguardado, esperando uma bobeada do adversário.
As melhores oportunidades gremistas acabaram sendo em bola parada. Mas foi o Noia quem perdeu uma chance de ouro: em contragolpe pela direita, Branquinho colocou João Paulo na frente do gol, mas o atacante bateu por cima. De qualquer modo, é difícil abrir o placar sem criar situações de gol, e as duas equipes foram aos vestiários sem terem feito muito para merecer melhor sorte.
O Grêmio seguia fustigando, mas quem levava mais perigo era o Anilado, aproveitando a afobação do adversário. Tentando mudar os rumos do jogo, Renato Portaluppi fez uma substituição ousada, trocando o lesionado Edílson pelo centroavante Lucas Barrios. E, aos 19 minutos, o escolhido de Portaluppi justificou sua entrada. De fora da área, o paraguaio acertou no canto direito de Matheus Cavichioli para abrir o placar.
O gol inverteu as tendências do jogo. O Noia, antes posicionado atrás, tornou-se o dono das iniciativas. A mudança de postura rendeu frutos: aos 28, em cobrança de escanteio, Júlio Santos subiu sozinho para igualar.
Nos últimos momentos, a pressão gremista era total, mas as redes não balançaram e a decisão foi para as penalidades. Pelo lado tricolor, guardaram Maicon, Barrios e Luan. Lincoln, por sua vez, chutou para fora, e Matheus Cavichioli defendeu a cobrança de Pedro Rocha. João Paulo, Léo e Pablo fizeram para o Noia - Preto acertou na trave, e Marcelo Grohe pegou a cobrança de Assis. Nas alternadas, Marcelo Oliveira, Ramiro e Arthur converteram para o Tricolor, Júlio Santos, Juninho e Renan assinalaram para o Novo Hamburgo. Mas Matheus pegou o pênalti de Kannemann, e Amaral colocou o Noia na final.
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Comentários
Dorian R. Bueno 24/04/2017 10h07min
Dorian Bueno 8 dias atrás - COLORADO OTIMISTÃO !!! nNós vamos eliminar o Corinthians lá em Itaquera. nDepois vamos subir a serra e venceremos, empataremos ou perderemos, mas eliminaremos o Caxias. nMais uma vez vamos disputar uma final agora contra o Novo Hamburgo.nPara não ficar ruim este ano de 2017, vamos também conquistar mais este título do Gauchão, por que está caindo em nosso colo como no ano passado. nQuanto a CB, muita água vai passar em baixo da Ponte do Guaíba. nAbs. Dorian Bueno, POA n