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entrevista

24/05/2017 - 21h36min. Alterada em 21/05 às 13h52min

Construção civil estima lenta retomada

Sessegolo destaca mudança na velocidade das vendas

Sessegolo destaca mudança na velocidade das vendas


/SINDUSCON RS/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Ricardo Antunes Sessegolo, acredita que o mercado deve crescer em 2017 um pouco mais do que o ano passado.
O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Ricardo Antunes Sessegolo, acredita que o mercado deve crescer em 2017 um pouco mais do que o ano passado.
Jornal do Comércio - O setor da construção civil já vislumbra dias melhores com a retomada dos negócios?
Ricardo Sessegolo - Começou março com bastante movimento. O mercado está movimentado, os clientes estão entrando fortemente nos sites, estão indo aos plantões de venda. Isso demonstra interesse de compra e, lentamente, nós devemos registrar uma retomada. Mas muito lentamente, nada de entusiasmo. O mercado deve crescer em 2017 um pouco mais do que em 2016. Já começou a virar a curva. Nós aqui também temos o problema da liberação dos projetos, que ainda está lenta, mas acreditamos que irá melhorar. Em outras capitais a demora é de 60 dias para liberação de projetos e acreditamos que vamos chegar lá, já está melhorando. Atualmente, são 124 mil empregados com carteira assinada aqui no Estado, mas em 2014 eram 154 mil. Leva mais uns três anos para recompor o nível de emprego, se o ritmo de crescimento for retomado.
JC - E como está o ritmo de lançamento dos empreendimentos?
Sessegolo - Pelo nosso levantamento, as empresas estão com vários empreendimentos por lançar em 2017. Haverá excelentes lançamentos neste ano. Mas, as empresas só vão efetivando esses lançamentos conforme o mercado está demandando. Em relação aos imóveis comerciais, porém, o mercado de Porto Alegre está saturado para esse segmento, pela crise. No caso de pavilhões industriais também estão em stand by. Há também pouquíssimas obras industriais e as públicas, igualmente, estão paradas. A velocidade das vendas surpreendeu. Para se ter uma ideia, no mês de fevereiro, que é de férias, foram comercializados 271 unidades em Porto Alegre, acima das 260 unidades vendidas em fevereiro do ano passado. Porto Alegre consome 300 apartamentos por mês. Tem uma classe média forte e as pessoas a cada oito anos, em média, trocam de residência. Essa movimentação é que o mercado imobiliário atende e está pronto para atender. A média do estoque de imóveis novos em Porto Alegre gira em torno de 6 mil.
JC - Os financiamentos imobiliários são concedidos no ritmo desejado?
Sessegolo - A concessão de financiamentos está extremamente restritiva. O grande funding para a construção civil é a poupança, que perdeu recursos significativos. A concessão de crédito está muito seletiva. A barra de análise do comprador subiu e, às vezes, a venda é efetivada, mas o cliente não passa no crivo do banco e precisa buscar alternativas como trocar de banco, financiar direto. Hoje, para financiar uma obra, os bancos privados estão exigindo 30% de obra executada e 40% de venda. Mas nem sempre nos primeiros 10 meses da obra se consegue vender 40%. Antes, o cliente queria ver o imóvel pronto. Depois, veio a venda na planta. A velocidade de venda mudou, os bancos têm de acompanhar a realidade.
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