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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de abril de 2017. Atualizado às 19h09.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 28/04 às 19h09min

Ibovespa fecha em alta de 1,12% e recupera os 65 mil pontos

As ações das empresas ligadas a commodities tiveram uma sessão de recuperação nesta sexta-feira (28), e sustentaram o Índice Bovespa em alta durante praticamente todo o dia. Com o maior apetite do investidor no último dia útil de abril, o indicador recuperou o patamar dos 65 mil pontos, terminando o dia em alta de 1,12%, aos 65.403,24 pontos, na máxima do dia. No acumulado do mês, houve alta de 0,65%.
A greve geral convocada para o dia, como protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, foi colocada em segundo plano. A percepção geral foi de que não houve adesão popular significativa ao movimento grevista, mas apenas uma articulação de sindicatos com o objetivo de bloquear acessos nas grandes cidades. Com isso, a conclusão foi de que não houve piora nas condições do governo Temer de avançar com as reformas no Congresso.
A valorização dos preços do petróleo, recuperando perdas recentes, foi fundamental para o bom desempenho das ações da Petrobras. Apesar de ainda persistirem dúvidas quanto à extensão do acordo para conter a produção e apoiar os preços, a commodity subiu nas bolsas de Nova York e Londres. As ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 1,13% (ON) e de 1,75% (PN). Já a alta de 3,58% do minério de ferro garantiu um dia de ganhos para mineradoras em todo o mundo e levou os papéis da Vale a valorizações de 2,39% (ON) e 2,58% (PN).
A chegada do Ibovespa ao fechamento na máxima do dia foi atribuída por operadores a dois fatores. Um deles é o ajuste à nova carteira teórica do índice, que vai vigorar entre maio e agosto deste ano. Um dos destaques da terceira prévia da carteira, divulgada hoje, foi a inclusão de Eletrobras PNB, que hoje subiu 3,15%. Outro fator apontado como motivo para a puxada nos minutos finais foi a busca por gestores por um melhor desempenho em suas carteiras no final do mês.
A alta de 0,65% em abril é considerada entre muitos analistas um resultado bastante positivo, dada a volatilidade vista no mercado de ações em abril. "Foi um mês de risco político, risco geopolítico, eleições na França e volatilidade de commodities. São fatores que poderiam ter pesado sobre a bolsa, mas vimos que o mercado não quis cair", disse Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. Segundo ele, os fundamentos econômicos acabaram por prevalecer nas últimas semanas, o que deu sustentação às ações.
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