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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de abril de 2017. Atualizado às 23h34.

Jornal do Comércio

Economia

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Contas Públicas

Notícia da edição impressa de 27/04/2017. Alterada em 26/04 às 21h22min

Arrecadação de impostos voltou a baixar em março

Apesar da queda, em 12 meses há recuperação forte, disse Malaquias

Apesar da queda, em 12 meses há recuperação forte, disse Malaquias


/WILSON DIAS/ABR/JC
O resultado de recolhimento de impostos federais, de R$ 98,994 bilhões, em março, foi o pior resultado para o mês desde 2010, quando a arrecadação de tributos ficou em R$ 95,305 bilhões (a preços corrigidos pela inflação), divulgou ontem a Receita Federal.
O valor arrecadado em março representa uma queda de 1,16% na comparação com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação. Para a equipe econômica, a retração não significa uma mudança do cenário de recuperação da economia brasileira. No entanto, os técnicos não trabalham com crescimento da arrecadação neste ano.
De acordo com a Receita, a culpa da queda na arrecadação de março é do setor financeiro, que estimou receitas maiores e fez uma forte declaração de ajuste no mês passado. Isso influenciou toda a arrecadação porque instituições financeiras previram um lucro maior do que o que realmente ocorreu. "Março não é um mês para explicar o trimestre", ressalta Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal.
No primeiro trimestre do ano, as receitas totais somaram R$ 329,773 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Esse montante é 0,08% superior ao volume de R$ 329,522 bilhões arrecadados no mesmo período de 2016.
Malaquias explica que os impostos da indústria e consumo ainda não mostram uma retomada, mas os que incidem sobre a renda e sobre a lucratividade, sim. "Quando você atravessa um ciclo recessivo, você corta gastos e aumenta a lucratividade", justifica o comportamento no mês.
No entanto, Malaquias ressalta que em 12 meses, há uma recuperação forte. O volume arrecadado até março teve queda de 0,82% em relação a fevereiro. No ano passado, as baixas reais mensais chegaram a 7,18%. "Apesar de negativo ainda, esse patamar é considerado extremante satisfatório dado o ciclo econômico", destaca.
 

Despesas de custeio do governo caíram 10,2% no 1º trimestre

O Ministério do Planejamento informou ontem que o governo reduziu as despesas de custeio em 10,2% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado - já descontada a inflação. Isso significa uma economia de R$ 3,114 bilhões.
Os dados da Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do ministério mostram que a redução de despesas ocorreu principalmente com o menor gasto de energia elétrica e água no período. A compra direta de passagens aéreas e o chamado TaxiGov para o deslocamento de servidores também ajudaram na economia entre janeiro e março.
"Dado que temos cenário fiscal bem apertado nos últimos anos e daqui para frente será assim com a vigência da PEC do Teto do Gasto, a ideia é que acompanhemos a parte de custeio administrativo para que se comporte de forma aderente ao resto do fiscal para que consigamos ter espaço para investimentos", avaliou, por meio de nota, o secretário da SOF, George Soares.
Segundo o Planejamento, considerando os últimos 12 meses até março, as despesas de custeio do governo federal somaram R$ 34,7 bilhões, uma queda real de 3,8% em relação aos 12 meses anteriores.
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