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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de abril de 2017. Atualizado às 23h34.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 27/04/2017. Alterada em 26/04 às 21h27min

Desemprego em Porto Alegre se manteve estável em março

Número de pessoas ocupadas diminuiu, marcando a quinta queda consecutiva no número de vagas

Número de pessoas ocupadas diminuiu, marcando a quinta queda consecutiva no número de vagas


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Guilherme Daroit
A tendência percebida no mercado de trabalho há alguns meses na Região Metropolitana de Porto Alegre se repetiu, novamente, em março. Mais uma vez, o número de pessoas ocupadas diminuiu (-11 mil), chegando à quinta queda consecutiva no número de vagas. A saída de trabalhadores do mercado (-12 mil), porém, compensou a extinção de postos. No fim das contas, o movimento manteve a taxa de desemprego estável, repetindo os 10,8% vistos em fevereiro. As informações foram divulgadas ontem na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMPA) da Fundação de Economia e Estatística (FEE), em parceria com a parceria da Fgtas e Dieese.
Por conta dessa saída dos trabalhadores, a taxa de participação, que mede a parcela das pessoas em idade ativa que está efetivamente no mercado de trabalho (ocupada ou procurando vagas), chegou a 51,3% no mês. É o menor patamar da história da série, iniciada em 1992. É justamente essa dinâmica, vista em menor ou maior escala em quase todos os meses desde o início da crise no emprego, há cerca de dois anos, que tem segurado uma expansão ainda maior da taxa de desemprego na Capital.
Em um ano, por exemplo, a taxa de desemprego pouco mudou: era de 10,7% em março de 2016. Isso não significa que as demissões tenham parado. Desde lá, 22 mil ocupações foram extintas. A situação é muito pior quando comparada com março de 2015, quando a taxa de desemprego ainda era de 6,3%. Em dois anos, 173 mil pessoas perderam suas ocupações na região. "Saímos de um patamar mais baixo para outro em torno dos 10%, que persiste desde o início de 2016", analisa Iracema Castelo Branco, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), uma das entidades que produz a PED.
A sensação de neutralidade passada pela estagnação do desemprego, porém, é posta em xeque quando a avaliação é feita sobre a renda. O rendimento médio dos ocupados na região caiu 2% em fevereiro (a pesquisa é feita sobre os salários do mês anterior), e acumula queda, em valores reais (corrigidos pela inflação), de 7% em um ano. Com menos gente trabalhando e, entre os ocupados, vencimentos menores, a massa de rendimentos também atinge agora patamares historicamente negativos. "Nosso patamar de renda equivale ao de 1992. É um dos piores momentos na região, que acaba ocultado pela taxa de desemprego", argumenta a economista Lúcia Garcia, do Dieese, que também participa da equipe da PED.
Com menos dinheiro circulando na economia, os segmentos mais afetados são, também, os mais dependentes do poder de compra regional. O setor de serviços, por exemplo, eliminou 24 mil vagas (-2,7%) no mês, 76 mil (-8,1%) em um ano. Já o comércio, que nos 12 meses perdeu 3 mil vagas (-0,9%), apenas em março apresentou comportamento diferente, criando 12 mil vagas ( 3,7%). Entre as posições na ocupação, mais uma vez crescem apenas as vagas consideradas mais precárias, com menor segurança e menos benefícios: autônomos ( 17 mil no mês, 28 mil em um ano) e domésticos ( 2 mil em março, 14 mil em relação a 2016).
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