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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de abril de 2017. Atualizado às 11h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Paralisação

Notícia da edição impressa de 27/04/2017. Alterada em 27/04 às 11h10min

Centrais definem ações para greve

Em plenária no Sindbancários, categorias definiram as estratégias

Em plenária no Sindbancários, categorias definiram as estratégias


Leticia Bay/Leticia Bay/Especial/JC
Letícia Bay
Representantes das centrais sindicais no Rio Grande do Sul prometem fazer a maior greve geral dos últimos anos nesta sexta-feira (28). Os alvos do movimento convocado para todo o País são as reformas trabalhista e da Previdência, além do governo de Michel Temer. Em plenária na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre, as centrais definiram a unificação das ações para garantir a paralisação de várias categorias.
Segundo as entidades, serviços de transporte em Porto Alegre e na Região Metropolitana devem ser os mais afetados, tanto de ônibus como metrô. A expectativa dos sindicalistas é de parar o transporte de ônibus até as 16h. Desde a meia-noite de hoje, devem ocorrer piquetes nos acessos a garagens para evitar a saída de carros. Já os mais de mil metroviários avisam que vão parar completamente o Trensurb.
"Recomendamos que as pessoas não saiam de casa, é o mais racional a fazer. Não vai ter trem. Não adianta uma ou duas categorias fazerem greve se os trabalhadores querem trabalhar", diz o vice-presidente do Sindicato dos Metroviários, Clóvis Nei Pinheiro. Em dias úteis, o serviço transporta mais de 200 mil passageiros entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. À meia-noite de quinta-feira, segundo Pinheiro, serão recolhidos os veículos. A operação só retorna à meia-noite de sexta. A categoria ficará concentrada no pátio da sede da estatal, no bairro Anchieta. Um ato unificado está marcado para as 13h, no largo Glênio Peres, no Centro Histórico da Capital.
Na plenária na manhã desta quarta-feira, na sede do Sindicato dos Bancários (Sindbancários), participaram dirigentes de oito centrais sindicais - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, UGT, Nova Central, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical, CSP-Conlutas e Pública. O encontro serviu para definir estratégias para aumentar a adesão.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, projetou que todos os setores trabalhistas - privados e públicos - devem ter algum tipo de paralisação. Serviços essenciais, como saúde, devem aderir parcialmente. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) aprovou a greve, e os médicos também, em assembleia do Sindicato Médico do RS (Simers). Os servidores da saúde farão piquetes desde as 6h30min nos prontos atendimentos da Bom Jesus e Cruzeiro do Sul. Os aeroviários também anunciaram adesão à greve, em São Paulo, que deve afetar os serviços aéreos em Porto Alegre.
Também estão sendo programados atos em rodovias estaduais, na ponte do Guaíba e em vias próximas à Rodoviária de Porto Alegre. Os piquetes, diz Nespolo, serão puxados por sindicalistas e militantes políticos tanto em empresas de ônibus de Porto Alegre como na Região Metropolitana. O dirigente da CUT justifica que a ação se deve à pressão que trabalhadores estariam sofrendo para não parar.
O presidente da CUT-RS aponta que as reformas são o maior ataque aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. "Não poderíamos dar outra resposta senão com a maior greve geral resultante da maior unidade que conseguimos da classe trabalhadora da história do movimento recente sindical brasileiro", afirma Nespolo.
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