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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de abril de 2017. Atualizado às 15h27.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 24/04 às 15h32min

Bolsas europeias fecham em forte alta após 1º turno da eleição na França

Uma forte alta foi registrada nos principais mercados acionários europeus, que foram impulsionados pelo resultado do primeiro turno da eleição presidencial da França. As bolsas europeias comemoraram a diminuição dos temores na União Europeia (UE) após o candidato centrista Emmanuel Macron vencer a disputa e ser considerado o favorito contra Marine Le Pen, de extrema-direita, no segundo turno.
Na Europa, diversos líderes se posicionaram a favor da vitória de Macron contra Le Pen. A Comissão Europeia afirmou que Macron representa os valores pró-europeus, enquanto Le Pen procura a destruição da UE. Já o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, disse acreditar que Le Pen não irá vencer a eleição francesa e pediu que os franceses se envolvessem e defendessem o bloco. Na Alemanha, integrantes do governo da chanceler Angela Merkel se posicionaram a favor do candidato centrista. O porta-voz da chancelaria alemã, Steffen Seibert, desejou a Macron "o melhor para as próximas duas semanas". O segundo turno irá ocorrer em 7 de maio.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 2,08% (+7,85 pontos), a 385,97 pontos, no maior patamar desde dezembro de 2015.
Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 4,14%, a 5.268,85 pontos, com o maior ganho diário desde maio de 2010. Instituições financeiras foram as maiores beneficiadas com o resultado eleitoral francês, com o Crédit Agricole subindo 10,86%, o Société Générale avançando 9,86% e o BNP Paribas fechando em alta de 7,52%.
O índice DAX, da bolsa de Frankfurt, também registrou forte alta, ao avançar 3,37% nesta segunda-feira, para 12.454,98 pontos. O Commerzbank fechou em alta de 9,41% e o Deutsche Bank avançou 9,16%.
Já em Londres o índice FTSE-100 subiu 2,11%, para 7.264,68 pontos. Entre os bancos, o Lloyds ganhou 2,91% e o Barclays teve expansão de 5,41%. No Reino Unido, a vitória de Macron também repercutiu. Em solo britânico, existe a perspectiva de que uma possível vitória de Le Pen pode ajudar o Reino Unido, já que ela poderia intermediar a favor de um Brexit suave, ao pensar em conseguir seguir os passos em um segundo momento e iniciar o Frexit. No entanto, a vitória de Macron sugere que, apesar de o centrista ser favorável ao bloco, ele tornará as negociações do Brexit menos turbulentas.
Em Milão, o índice FTSE-MIB fechou em alta de 4,77%, a 20.684,41 pontos, na máxima. A eleição na França acabou por ofuscar o rebaixamento do rating soberano da Itália, na sexta-feira, pela agência de classificação de risco Fitch, de BBB- para BBB, com perspectiva estável. Instituições financeiras registraram fortes ganhos, com o Intesa Sanpaolo subindo 7,48% e o Unicredit avançando 13,20%.
O índice Ibex-35, da bolsa de Madri, ganhou 3,76%, a 10.766,80 pontos. Já em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 2,48%, para 4.997,54 pontos. 
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