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Porto Alegre, terça-feira, 18 de abril de 2017. Atualizado às 16h56.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 18/04 às 17h02min

Taxas futuras de juros fecham em baixa com ata do Copom

Os juros futuros seguiram em queda firme até o encerramento da sessão regular do segmento BM&F, ainda refletindo a leitura da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada. O movimento de baixa foi maior nos vencimentos até 2020, que reagem diretamente aos sinais da política monetária de curto prazo, após a ata informar que o Copom admitiu que a atual situação da economia já permitiria em abril acelerar ainda mais o ritmo de corte de juro.
Os ajustes à ata impulsionaram o giro de contratos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017, que melhor reflete as apostas para a próxima decisão do Copom, fechou com taxa de 10,693%, de 10,734% no ajuste de segunda-feira, com 588.235 contratos. A taxa do DI janeiro de 2018 (343.080 contratos) caiu de 9,635% para 9,535%. A taxa do DI janeiro de 2019 (259.250 contratos) terminou a 9,35%, de 9,44% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (143.910 contratos) encerrou a 9,88%, de 9,92%.
A ata surpreendeu boa parte do mercado, no parágrafo 22, quando o Banco Central diz que "a evolução da conjuntura econômica já permitiria uma intensificação do ritmo de flexibilização monetária maior do que a decidida nessa reunião". Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 1 ponto porcentual, para 11,25%, e a partir da constatação acima os investidores elevaram as apostas numa ampliação do ritmo para 1,25 ponto na reunião de maio, que ainda assim são minoritárias, sobretudo se a tramitação da reforma da Previdência evoluir.
A apresentação do parecer do relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) foi adiada da terça para quarta para acomodar demandas adicionais aos cinco pontos que já haviam sido flexibilizados anteriormente. Entre eles, o governo aceitou reduzir a idade mínima de aposentadoria para as mulheres na proposta, de 65 para 62 anos.
Com a sessão regular já no final, policiais civis que protestavam contra a reforma da Previdência provocaram quebra-quebra na Câmara, tentando invadir o prédio pela chapelaria. Sem sucesso, deram a volta no espelho d'água e subiram a rampa do Congresso para tentar invadir o Salão Negro. A tropa de choque da Polícia Legislativa conseguiu conter o grupo fora do prédio, evitando maiores danos ao patrimônio público.
Perto do encerramento da etapa regular, o dólar passou a subir e a bater máximas, em meio a receios com o andamento da reforma da Previdência e também com um fortalecimento da moeda no exterior. Às 16h18, o dólar no segmento à vista valia R$ 3,1202 (+0,46%). Nas ações, o Ibovespa recuava 0,41%, aos 64.071,67 pontos.
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