Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 13 de abril de 2017. Atualizado às 00h28.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Política Monetária

Notícia da edição impressa de 13/04/2017. Alterada em 12/04 às 21h10min

Selic passa de 12,25% para 11,25% ao ano

O Banco Central (BC) confirmou a expectativa dos analistas e reduziu o juro básico da economia em 1 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão foi unânime. Esse foi o quinto corte consecutivo do juro. Desde o início do atual ciclo - em outubro do ano passado -, quando a Selic estava em 14,25%, o juro já caiu 3,0 pontos.
Nas últimas duas reuniões do Copom - em janeiro e fevereiro -, o corte da Selic havia sido de 0,75 ponto. O último corte de 1 ponto foi anunciado pelo BC em junho de 2009, quando Selic caiu para 9,25% enquanto o Brasil ainda tentava se desvencilhar dos efeitos da crise financeira global deflagrada pela quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos.
O firme movimento de desaceleração dos preços e a expectativa de inflação abaixo da meta levaram o BC a acelerar o corte do juro, em uma decisão alinhada com o resultado de pesquisa realizada com 72 instituições financeiras.
No entendimento do mercado, a menor alta dos preços e as expectativas ancoradas para a inflação, somadas à fraca atividade econômica, abriram espaço para o corte mais agressivo da Selic. Sobre a extensão do ciclo, analistas defendem que isso depende, além das projeções de inflação, das estimativas da taxa de juros estrutural da economia e da tramitação das reformas, sobretudo da Previdência. Além disso, o BC corrigiu, na semana passada, a projeção do seu cenário de referência para a inflação. O IPCA de 3,9% esperado para o final de 2017, divulgado no último Relatório Trimestral de Inflação, foi corrigido para uma expectativa de 3,6%, bem abaixo do centro da meta. No boletim Focus, as projeções são de inflação de 4,09% em 2017 e de 4,46% em 2018. A expectativa de inflação menor confirmaria a existência de espaço para um corte mais agressivo da Selic. As duas últimas reduções haviam sido de 0,75 ponto percentual cada. O próprio Relatório Trimestral de Inflação já indicou que o corte de 1 ponto seria o mais provável, e fez diminuírem as apostas de parte do mercado de uma redução ainda maior.
Segundo analistas, a probabilidade de queda de 1 ponto aumentou com o fato de o BC ter citado a "intensificação moderada" do ritmo de cortes da Selic no relatório.
Especialmente com a divulgação do PIB de 2016, que confirmou a pior recessão da história recente do país, e do IPCA-15 no menor nível para março desde 2009, uma parte dos investidores começou a ver a possibilidade de uma redução de ao menos 1,25 ponto percentual nesta reunião.
pageitem_12_04_17_21_04_26_pg_7.jpg

Decisão do Comitê é acertada, avalia presidente da Fiergs

Müller acredita que, se queda persistir, ajudará no avanço das reformas
Müller acredita que, se queda persistir, ajudará no avanço das reformas
/CLAITON DORNELLES/JC
Para a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), a decisão do Copom de cortar um ponto percentual e acelerar o ritmo de queda da Selic é acertada, uma vez que alguns fatores, com o a redução do IPCA, que registrou o menor valor para o mês de março (0,23%) desde 2012, permanecem viabilizando o corte dos juros sem o aumento das pressões inflacionárias. "Se esse processo continuar de maneira sustentada, a agenda de reformas deverá prosseguir. A terceirização já foi um passo importante para modernizar a relação entre capital e trabalho, enquanto aguardamos que a Reforma Trabalhista também seja aprovada", afirma o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
De acordo com Müller, porém, a reforma da Previdência é essencial no sentido de dar sustentabilidade ao sistema e impedir que a trajetória de gastos públicos assuma caráter explosivo. O presidente da Força Sindical, Paulinho da Força, diz que o BC acertou o alvo ao reduzir a taxa. "Esperamos que, nas próximas reuniões, os tecnocratas do governo acentuem o movimento de redução dos juros, conforme o desejo do setor produtivo, que gera emprego e renda."

Com redução, fundos ganham da poupança na maioria dos casos

As aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham da poupança na maioria das situações com a taxa básica de juros (Selic) em 11,25% ao ano. Pelas simulações realizadas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança ainda mantém atratividade em relação a fundos de investimento em alguns cenários.
Isso porque a poupança, que rende TR (Taxa Referencial) mais 6,17% ao ano, não sofre qualquer tributação. Já os fundos de renda fixa têm incidência de Imposto de Renda sobre seus rendimentos, sendo que a alíquota é maior quanto menor for o prazo de resgate.
Se a taxa de administração dos fundos superar 3% ao ano, a poupança, com um rendimento mensal de 0,54%, ganha em todos os cenários simulados pela associação. Outras aplicações se mantêm atrativas com a Selic a 11,25% ao ano. Mesmo com remuneração de 80% do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, taxa de juros nos empréstimos entre bancos), o CDB leva vantagem sobre a caderneta de poupança. Enquanto o rendimento da poupança fica em 6,68% ao ano, o CDB aplicado pelo mesmo período renderia 7,05%.
Se o período for elevado para mais de dois anos, o rendimento anualizado desse CDB subiria para 7,49%, já que a alíquota do Imposto de Renda sobre os juros obedece a uma tabela regressiva que começa em 22,5% e vai caindo gradativamente até alcançar 15%.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia