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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de abril de 2017. Atualizado às 18h02.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 12/04 às 18h05min

Fala de Trump ofusca riscos domésticos e faz dólar cair 0,25%

O dólar terminou esta quarta-feira (12), em leve queda em relação ao real, com comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, ofuscando temores domésticos. A divulgação da lista do Fachin trouxe desconforto aos investidores desde a tarde de ontem, em meio a receios sobre eventuais impactos na votação das reformas estruturais, sobretudo da Previdência. Ainda assim, nova fala do mandatário norte-americano alertando para a força do dólar provocou uma expressiva queda da moeda em todo o mundo
O dólar à vista no balcão terminou com queda de 0,25%, a R$ 3,1341, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1316 (-0,33%) e a máxima de R$ 3,1575 (+0,49%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,903 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,16% por volta das 17h15, a R$ 3,1455. O volume financeiro somava US$ 16,820 bilhões. No exterior, o dólar recuava ante a maior parte das moedas emergentes e de países exportadores de commodities, com destaque para as perdas frente rand sul-africano (-2,21%), a lira turca (-1,34%) e o peso mexicano (-0,98%).
No cenário interno, o mundo político tenta minimizar o impacto da lista de Fachin, com os líderes do governo e a equipe econômica dizendo que o escândalo não vai afetar o andamento das reformas. Ainda assim, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que estão na lista, cancelaram os compromissos públicos hoje.
Em relação ao cenário externo, as tensões geopolíticas em torno de Síria e Coreia do Norte diminuíram hoje, mas não saíram totalmente do radar. No meio da tarde, no entanto, o dólar passou a cair fortemente ante moedas emergentes após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a divisa norte-americana está "ficando muito forte" e que isso prejudica a economia. Ele também disse que não vai classificar a China como "manipuladora do câmbio" por enquanto e que "gosta e respeita" a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, mas ainda não decidiu se vai indicá-la para um novo mandato após o término da gestão atual, em fevereiro de 2018.
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