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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de abril de 2017. Atualizado às 12h53.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

12/04/2017 - 12h46min. Alterada em 12/04 às 12h58min

Brasileira Netshoes abre capital na bolsa de Nova Iorque

A empresa começa a vender suas ações ao preço de US$ 18 na bolsa norte-americana

A empresa começa a vender suas ações ao preço de US$ 18 na bolsa norte-americana


NYSE/NYSE/Divulgação/JC
A empresa brasileira Netshoes, que é dona dos sites de comércio eletrônico Netshoes e Zattini, abriu seu capital na manhã desta quarta-feira na Bolsa de Nova Iorque, nos Estados Unidos, sob a sigla "NETS". A empresa começa a vender suas ações ao preço de US$ 18, o que dá à empresa um valor de mercado de US$ 148,5 milhões.
O cofundador e presidente executivo da Netshoes, Márcio Kumruian, tocou o sino para abertura do pregão desta quarta-feira. Assista:
Fundada em 2000 por Márcio Kumruian e Hagop Chabap, a empresa nasceu como varejista de artigos esportivos - em 2007, fechou todas as suas lojas físicas para se dedicar apenas ao e-commerce. Em 2014, a empresa lançou a Zattini, e-commerce voltado para moda e beleza.
Antes da oferta inicial de ações da empresa (IPO, na sigla em inglês), a empresa informou em documentos que realizou 10,3 milhões de vendas ao longo de 2016, alta de 20,8% em relação a 2015. A receita líquida no ano passado foi de R$ 1,74 bilhão, enquanto o prejuízo acumulado foi de R$ 151,9 milhões no mesmo período. No total, os sites de e-commerce da companhia, em operação no Brasil, Argentina e México, têm 5,6 milhões de usuários ativos.
Hoje, 27,8% dos papeis da empresa são dos fundadores. O restante é dividido entre fundos de investimento: 37,38% são da Tiger Global, 10,6% pertence à Archy, 8,8% são da Clemenceau Investments e 8,4%, do Riverwood Capital Partners. Durante o IPO, a empresa pretende vender 8.250.000 de ações ordinárias -- a oferta será encerrada em 18 de abril. Os bancos Goldman Sachs & Co, J.P. Morgan, Bradesco BBI, Allen & Company e Jefferies gerenciaram o IPO da Netshoes.
A intenção de abrir seu capital não é algo novo na Netshoes: discussões sobre o tema na empresa acontecem desde 2013, e a companhia tem perseguido a lucratividade desde 2011, quando começou a cortar custos internamente. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada no início de 2015, a empresa considerou a ideia na época, mas condições desfavoráveis do mercado a fizeram voltar atrás.
A Netshoes não é a única empresa latino americana com pedido para abrir capital nos Estados Unidos recentemente. No final de 2016, a argentina Despegar.com (conhecida no Brasil como Decolar.com) também entrou com a documentação na SEC para o pedido.
Entre as duas empresas, há outra coisa em comum: ambas contém participações do fundo Tiger Global, que também já fez aportes na fintech brasileira Nubank.
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