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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de abril de 2017. Atualizado às 12h33.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

12/04/2017 - 09h27min. Alterada em 12/04 às 09h27min

Inflação do idoso sobe 1,38% no primeiro trimestre de 2017, aponta FGV

Indicador mede consumo de famílias compostas por indivíduos com mais de 60 anos

Indicador mede consumo de famílias compostas por indivíduos com mais de 60 anos


ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) registrou uma alta de 1,38% no primeiro trimestre de 2017, após uma taxa mais modesta no quarto trimestre de 2016, de 0,93%, informou nesta quarta-feira (12), a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade. No acumulado em 12 meses, o IPC-3i teve alta de 4,68%. O resultado ficou acima da inflação média sentida pelas famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br), que acumulou aumento de 4,55% no mesmo período.
Três das oito classes de despesa tiveram taxas de variação maiores no primeiro trimestre deste ano. A principal contribuição para a aceleração da inflação do idoso partiu do grupo Habitação, que passou de recuo de 0,16% no último trimestre de 2016 para um avanço de 2,02%. O item que mais influenciou esse comportamento foi a tarifa de eletricidade residencial, que aumentou 5,76% apenas no primeiro trimestre.
Também pressionaram o indicador os grupos Alimentação (de 0,31% para 1,12%) e Educação, Leitura e Recreação (de 2,66% para 2,95%), sob influência de itens como laticínios (de -10,30% para 0,94%) e cursos formais (de 0,00% para 9,19%).
Por outro lado, foram menores os resultados de Transportes (de 2,37% para 0,39%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,82% para 1,74%), Comunicação (de 1,03% para -1,07%), Vestuário (de 0,75% para -0,19%) e Despesas Diversas (de 1,54% para 1,51%). Os principais destaques foram a gasolina (de 3,28% para -2,23%), plano e seguro de saúde (de 3,11% para 3,04%), tarifa de telefone residencial (de 0,09% para -3,75%), roupas (de 0,98% para -1,09%) e clínica veterinária (de 7,08% para 1,46%).
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Comentários
Fábio Schubert 12/04/2017 10h25min
Um número que não reflete em nenhum pouco a situação dos idosos e aposentados em nosso Brasil. Basta olhar diariamente os noticiários e vemos que a realidade é complemente outra. Humilhados e sem reconhecimento a grande maioria sofre para sobreviver com um salário mínimo enquanto vemos outros enriquecendo e passando por cima da nossa Constituição. Triste pensar em se aposentar e envelhecer em nosso Brasil.