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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de abril de 2017. Atualizado às 11h20.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

10/04/2017 - 11h06min. Alterada em 10/04 às 11h23min

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação e alta do PIB para este ano

O mercado financeiro reduziu pela quinta semana consecutiva a expectativa para o IPCA em 2017. A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central e divulgada nesta segunda-feira, 10, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 caiu de 4,10% para 4,09%.
Há um mês, a previsão estava em 4,19%. Já a projeção para o IPCA de 2018 também caiu de 4,50% para 4,46% após o número permanecer estacionado no centro da meta de inflação por 36 semanas consecutivas. As projeções de mercado para os dois anos, portanto, indicam expectativa de que a inflação abaixo do centro da meta de 4,50%.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 foi no sentido contrário e subiu ligeiramente, de 4,08% para 4,11%. Para 2018, a estimativa do grupo caiu de 4,30% para 4,25%. Quatro semanas atrás, as expectativas desses cinco analistas estavam em 4,21% e 4,30%, respectivamente.
A inflação suavizada para os próximos 12 meses foi em trajetória contrária à expectativa para os anos de 2017 e 2018 e subiu marginalmente pela segunda semana seguida, de 4,57% para 4,60% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,54%.
Para os índices mensais mais próximos, a estimativa para abril de 2017 caiu de 0,40% para 0,31%. Um mês antes, estava em 0,44%. Para maio, a previsão de inflação do Focus subiu de 0,35% para 0,41%, ante 0,35% de quatro semanas atrás.
A pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou estabilidade nas projeções para a inflação dos preços administrados neste ano e no próximo ano. A mediana das previsões do mercado para o aumento do conjunto de preços controlados pelo poder público em 2017 seguiu em 5,50% pela quinta semana seguida.
Para 2018, a mediana das estimativas para o conjunto dos preços administrados permaneceu em 4,60%. Quatro semanas atrás, a previsão estava em 4,70%.
O relatório Focus também mostrou forte queda na previsão para o IGP-DI em 2017. A mediana das projeções do IGP-DI de 2017 recuou de 4,29% para 3,57% na 12ª redução consecutiva. Há um mês, a expectativa estava em 4,51%. Para 2018, a projeção caiu, de 4,61% para 4,55%. Quatro semanas atrás, esse número estava em 4,70%.
Já a previsão para o IGP-M em 2017, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, recuou de 4,36% para 3,99%, na quinta queda seguida. Quatro levantamentos antes, a expectativa estava em 4,62%. Para 2018, a previsão para o índice recuou de 4,60% para 4,50%, ante 4,60% de um mês atrás.
Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 foi na direção contrária e subiu de 3,75% para 3,84%. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 4,46%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50% pela 11ª semana consecutiva.

Alta do PIB de 2017 cai de 0,47% para 0,41%

O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão para o crescimento da economia neste ano. De acordo com a pesquisa Focus divulgada na manhã desta segunda-feira, 10, pelo Banco Central (BC), a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 caiu de 0,47% para 0,41%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,48%.
Para 2018, a estimativa para o crescimento da economia permaneceu em 2,50% pela terceira semana seguida. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,40%.
No mesmo relatório Focus, as projeções para a produção industrial para 2017 permaneceram em 1,20%. Há um mês, estavam em 1,22%. Para 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial subiu de 2,06% para 2,19%. Quatro semanas antes, essa previsão era de 2,06%.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 caiu de 51,70% para 51,50%. Há um mês, estava em 51,55%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus permaneceram em 55,00%, projeção que já se repete há dez semanas.
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